Autoconhecimento sexual e saúde mental são fatores chave para chegar ao orgasmo

A expressão “Chegar lá” é muito comum quando o assunto é sexo. Ainda mais comuns são as sensações que marcam esse momento, como: ver estrelas, revirar os olhos e sentir as pernas tremerem. Tudo isso nada mais é que o Orgasmo, o momento mais intenso da relação sexual onde se alcança o ápice do prazer e que é comemorado no dia 31 de Julho.

O que poucos sabem, é que, embora seja uma sensação única, muitas mulheres ainda não conseguem atingir esse estágio, o que é chamado de Anorgasmia. De acordo com o estudo Mosaico 2.0 feito pela coordenação do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, revela que seis em cada dez mulheres fingem ou já fingiram ter um orgasmo. Ainda de acordo com o estudo, o segredo para ter uma vida sexual saudável está aliado à boa comunicação e intimidade com o parceiro e, principalmente, ao autoconhecimento sexual.

De acordo com a Sexóloga e Psicóloga especializada em Sexualidade humana, Priscila Junqueira, para ter um bom orgasmo é essencial que se tenha uma boa saúde física e, principalmente, mental. O autoconhecimento é outro fator determinante para uma vida sexual saudável.

Muitas mulheres chegam ao meu consultório sem nunca terem se masturbado. Não sabem quais são suas zonas erógenas mais prazerosas e nem como estimulá-las. Não conhecem seu corpo e nem o que dão prazer. E com as sessões de terapia sexual elas começam a se tocar durante o banho e a perceber o quanto o corpo responde bem a esse estímulo. Desta forma, passam a se conhecer melhor, o que ajuda a não culpar o parceiro por não atingir o clímax”, afirma Junqueira.

Embora dure apenas alguns segundos, o Orgasmo pode ser atingido com mais facilidade quando são seguidas as etapas do ciclo de respostas aos estímulos sexuais.  A Associação Psiquiátrica Americana (APA) estabeleceu este modelo composto pelas seguintes etapas sucessivas: Fase de desejo sexual, Fase de excitação, Fase de orgasmo e Fase de resolução.

Para ajudar as mulheres a atingirem o Orgasmo e a sentirem essa sensação tão desejada, Priscila Junqueira separou sete dicas eficientes para uma boa saúde sexual, que podem fazer toda a diferença na hora do sexo:

1)     Quebre “tabus”: Sexo é saúde. Não se reprima. Tente quebrar regras e não pense em questões como sexo é sujo, feio e pecado, já que isso pode atrapalhar a chegar ao orgasmo.

2)     Toque-se: Conheça o seu corpo e o que te faz sentir prazer. Assim, poderá orientar o seu parceiro a levá-la ao clímax.

3)     Descubra as posições sexuais mais prazerosas para você e pratique-as: As posições que permitem maior fricção do clitóris são as preferidas quando o assunto é um bom orgasmo. Então, descubra sua melhor posição e a pratique.

4)     Melhore a auto-estima: Auto-estima baixa é um dos sinais de insegurança. Uma pessoa insegura não consegue dizer o que sente e gosta no sexo, pois tem medo de decepcionar o outro e afastá-lo de si.

5)     Pratique atividade física: A prática de atividade física já é relatada em algumas pesquisas que podem ajudar a ter orgasmo, visto que durante alguns exercícios os músculos “core”, o que inclui glúteos, abdominais transversos e oblíquos, quadrado lombar e os do assoalho pélvico são trabalhados e fortalecidos e ajudariam a chegar ao orgasmo.

6)     Busque a saúde física e emocional: Consulte sempre um ginecologista ou endocrinologista que possa investigar seus hormônios e sua saúde física no geral. Procure um profissional especializado em Sexualidade, pois o não chegar ao orgasmo pode fazer com que algumas mulheres fiquem insatisfeitas na vida como um todo.

7)     Relaxe: Algumas mulheres, diferente dos homens não conseguem atingir o orgasmo a qualquer momento e em qualquer local. Elas precisam tirar um tempo para poder relaxar e entrar no clima.

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Priscila Junqueira 

A psicóloga é Mestre em Ciências – Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Sexologia – Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Coordenação Grupoanalítica – Sociedade de Psicoterapia Analítica de Grupo – SPAG- Campinas. Além disso, é professora universitária e atende em consultório particular. Em 2009 recebeu o prêmio de melhor pôster com o tema: Qualidade de sono e qualidade de vida, comparação entre mulheres portadora de HIV e não portadoras. Priscila também teve participação em diversos veículos s consolidados, como Rádio 89 Rádio Rock, Transamérica e Veja Online. Para saber mais, acesse:

Site: www.priscilajunqueira.com

Página no Facebook: @junqueirapriscila

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