Campanha Julho Verde alerta sobre câncer de cabeça e pescoço

O dia 27 de julho foi definido como o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço no congresso mundial realizado pela especialidade, formado pelas Federações Internacionais das Sociedades Oncológicas de Cabeça e Pescoço. Este ano, o foco da campanha será a prevenção e o diagnóstico precoce.

De acordo com a médica Paola A. G. Pedruzzi,  especialista em cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), “O câncer da cabeça e pescoço inclui uma diversidade de doenças, sendo as mais comuns os  tumores da boca (língua, assoalho da boca, lábio, dentre outros), orofaringe (amígdalas, base da língua, palato mole) e laringe. Os sintomas mais comuns são a presença de feridas que não cicatrizam, nódulos no pescoço, rouquidão e outras alterações da voz, dificuldade de engolir e emagrecimento”.

A importância desta campanha é mostrar que se trata de tumores altamente possíveis de prevenção, por medidas simples, como evitar ou abandonar os fatores de risco (tabaco e álcool), autoexame da boca e consulta médica ou odontológica de rotina nas pessoas de risco. O tabaco e o álcool  são responsáveis por cerca de 90% dos casos e existem vários mecanismos de combate e tratamento do tabagismo. O HPV (papilomavírus humano) pode ser o agente  causador de alguns tumores, especialmente o câncer da orofaringe (amígdala). Importante também é o alerta aos idosos que usam próteses dentárias, pois poderá haver a existência de lesões embaixo dessas próteses. Vale lembrar que a família poderá ajudar verificando também a existência dessas lesões.

O câncer de cabeça e pescoço é bastante comum e chega a ser o 5o tumor mais comum nos homens. Por ser uma doença curável, fica o alerta para a importância da detecção precoce. As taxas de cura, na doença inicial, chegam a 95% e na doença avançada diminui para 30%. As sequelas da doença são muito menores quando o tratamento é realizado no estágio inicial  e o paciente permanece com bons resultados de voz e deglutição. Nesta fase o tratamento inclui uma única modalidade de tratamento, cirurgia ou radioterapia. Já na doença avançada há sequelas como perda da voz, dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, deformidades,  dentre outras. O tratamento inclui várias modalidades de terapia, algumas vezes radioterapia associada à quimioterapia, ou cirurgia associada à radioterapia.

“O tratamento precoce é mais rápido e eficaz, possibilitando o paciente a retornar às suas atividades diárias sem maiores sequelas. Já o tratamento da doença mais avançada necessita de múltiplas fases, com prejuízos ao paciente, família e toda a sociedade, pois gera um custo elevado, perda de vidas e aposentadoria precoce em pessoas jovens, em parte dos casos”, finaliza Dra. Paola Pedruzzi.

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