Casos de catapora aumentam a partir do final do inverno: saiba como prevenir e tratar a doença

Myrna Campagnoli, diretora médica do Frischmann Aisengart, alerta sobre o vírus infeccioso e altamente transmissível

A varicela, mais conhecida como catapora, é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, causada pelo vírus varicella-zoster. Ocorre com maior frequência em crianças de um a dez anos, mas pode aparecer em indivíduos de qualquer idade que ainda não tenham a imunidade contra o vírus.

Geralmente a doença evolui sem gravidade. Em algumas pessoas pode ter evolução mais grave e até causar o óbito, sobretudo em adultos e em pessoas com imunidade mais frágil. A varicela deve ser acompanhada pelo pediatra da criança ou por um clínico geral ou infectologista, no caso dos adultos.

Apesar de casos confirmados de catapora serem registrados durante o ano todo, são mais frequentes entre o final do inverno e a primavera, época do frio e das chuvas, quando as pessoas se juntam em locais fechados, já que a transmissão do vírus se dá pelo ar.

Em crianças, as manifestações iniciais costumam acarretar apenas lesões de pele. Inicia como manchas vermelhas e evoluem para pequenas bolhas de água que se tornam crostosas quando estouram. Já nos adultos, o primeiro sintoma pode ser alta temperatura do corpo, registrada um ou dois dias antes do aparecimento das vesículas. Após esse período, o quadro pode se caracterizar por manchas vermelhas de contorno e tamanho irregular, que se tornam vesículas com água e estouram com a evolução da doença. Estas crostas podem levar a cicatrizes na pele. Portanto, é bastante importante a higiene da pele. Lavar sempre as mãos com água e sabão, lavar bem as lesões do corpo para evitar infecção e cicatrizes na pele.

O período de transmissão da varicela inicia-se 48 horas antes do aparecimento das primeiras lesões e perdura até o início da cicatrização em todas elas.

“A infecção pode ocorrer no contato com pessoas portadoras da doença, pelo contato direto ou por meio de espirros, tosse e gotículas de saliva. Além disso, a contaminação pode acontecer pela divisão de objetos recém-contaminados com secreção das lesões. A varicela pode ser transmitida também durante a gestação, por meio da placenta”, explica Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart.

“Após a transmissão do vírus, inicia-se o período de incubação, que varia de 10 a 21 dias. Dentre as complicações mais comuns estão as infecções secundárias da pele como impetigo, abscesso, celulite e erisipela. Contudo, outras doenças também podem ocorrer como pneumonia, encefalite, meningite e glomerulonefrite”, comenta a especialista.

Assim que os primeiros sintomas forem percebidos, as pessoas devem procurar um médico, para que haja a confirmação do diagnóstico e início do tratamento. A primeira indicação deve ser o afastamento da escola ou do trabalho com o objetivo de diminuir o risco de transmissão para outros indivíduos.

De acordo com Myrna, existem algumas drogas antivirais que possuem ação sobre o vírus varicella-zoster. e estão disponíveis para o tratamento da doença.  Porém, essas drogas não são capazes de eliminar o vírus, mas podem reduzir a duração dos sintomas e o número de lesões cutâneas. Já no caso de febre, a pessoa infectada pela doença pode utilizar medicamentos contra a febre.

Para que a infecção bacteriana da pele seja evitada, as unhas devem ser cortadas para evitar o traumatismo durante o ato de coçar. A higiene corporal deve ser feita com água e sabão.

Para prevenir esta infecção, todas as crianças acima de um ano devem tomar a vacina contra varicela. Desde 2013 a vacina contra varicela é oferecida pelo governo para ser aplicada em combinação com a segunda dose da tríplice viral em crianças de 15 a 18 meses. As únicas contraindicações da imunização são para gestantes e imunossuprimidos. “É preciso ressaltar que uma vez infectada pelo vírus, a pessoa adquire imunidade permanente à doença, embora o sistema imunológico não seja capaz de eliminar o vírus”, conclui Myrna.

Herpes zoster, a reativação da varicela em adultos

O herpes zoster, também conhecido como “cobreiro”, é uma doença é ocasionada pela reativação do vírus da catapora, e acomete um quarto dos indivíduos com mais de 50 anos, Disponível no Laboratório Frischmann Aisengart, a vacina denominada Zostavax é ministrada em dose única e pode ser aplicada juntamente com a vacina contra a gripe. “A Zostavax aumenta a imunidade celular, reduzindo a incidência, a gravidade e as complicações da doença, que causa dor extrema aos pacientes”, afirma Myrna.

Conforme explica Myrna, o herpes zoster é causado pela reativação do vírus da varicela. “Quando o indivíduo contrai catapora, mesmo depois de a doença ser curada, ele permanece com o vírus latente dentro de seus gânglios, bloqueado por seu sistema imune. Quando este indivíduo envelhece ou contrai doenças que causam queda severa de imunidade, o vírus passa a atingir a região próxima a estes gânglios que armazenaram o vírus”, explica a médica.

Segundo a especialista, a doença é conhecida como cobreiro porque o vírus toma o trajeto do nervo, formando um caminho de feridas pelo corpo do paciente. “Por se localizar próximo ao nervo, o herpes zoster é extremamente doloroso e causa muito sofrimento a milhões de pessoas em todo mundo”.

Myrna lembra que 95% dos adultos atualmente já contraíram o vírus da varicela, e cerca de um quarto das pessoas com mais de 50 anos em todo o mundo desenvolverão o herpes zoster.

Serviço:
www.labfa.com.br
Telefone: 4004-0103

Unidades de Vacinação: Batel (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1299), Alto da XV (Rua XV de Novembro, 3101) e Xaxim (Rua Waldemar Loureiro Campos, 3885)

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart completa 71 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 35 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.