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Máquina gigante faz manutenção em ferrovias da Rumo

O Brasil está investindo na construção e manutenção de ferrovias para melhorar sua eficiência logística em todas as regiões. E essa tarefa vem sendo cumprida com ajuda de máquinas gigantes, conhecidas como desguarnecedoras. Trata-se da maior estrutura de máquinas utilizada na manutenção de ferrovias, capaz de levantar os trilhos, raspar a base e recompor a estrutura sem sair da linha férrea.

 

Uma dessas desguarnecedoras vem sendo operada pela Rumo, a maior concessionária de ferrovias no Brasil, na região de Londrina (Norte do Paraná). A máquina austríaca da marca Plasser & Theurer custou R$ 20 milhões e trabalha há três anos. Com 25 metros de comprimento e 63 toneladas, funciona com quatro vagões para coleta de resíduos, somando ao todo 125 metros. A esse comboio normalmente são acoplados ainda vagões carregados de pedras, matéria-prima para a base das trilhos.

 

Ferrovia após manutenção realizada por máquina austríaca da Rumo.

Ferrovia após manutenção realizada por máquina austríaca da Rumo.

Parte dos dormentes é trocada nos locais onde há deterioração.

Parte dos dormentes é trocada nos locais onde há deterioração.

A desguarnecedora é autopropulsora, com um motor Cummins de 500 HP. Possui basicamente três partes: a cabine de condução, o centro de operações propriamente dito (que levanta os trilhos e restaura mecanicamente a base da ferrovia) e a cabine de controle da obra de manutenção. Ou seja, cumpre o papel de uma locomotiva e, ao mesmo tempo, funciona como central de operações.

 

O chão é raspado sob a estrutura da linha, enquanto correias recolhem pedras e barro do solo e carregam os quatro vagões destinados aos resíduos, tudo sobre os próprios trilhos. Esse procedimento permite a destinação do material para depósitos licenciados. Os vagões carregados de pedras limpas, acoplados ao comboio, são descarregados no local desguarnecido para que haja total restauração da base da estrada de ferro.

 

Equipes de aproximadamente vinte trabalhadores realizam simultaneamente o desguarnecimento e o reparo nos trilhos bem como troca de dormentes inservíveis.  Depois da passagem da desguarnecedora, uma socadora realiza a correção geométrica da linha restaurada,  que logo voltará a receber trens carregados de produtos agrícolas e industriais.

 

“Com a desguarnecedora, a manutenção da ferrovia pode ser feita com investimento de R$ 200 por metro. Sem o uso da máquina, esse custo tende a ser cinco vezes maior”, compara o coordenador de Operações da Rumo na Malha Sul, Arsildo Warken. A máquina entra em ação sempre que possível, relata. “Como ela exige a interdição da ferrovia, normalmente durante todo o dia, temos que programar a manutenção dos trechos mais utilizados para os períodos de entressafra agrícola, que são de menor movimentação de cargas”, explica.

 

A ação do tempo e a passagem dos trens faz com que as ferrovias estejam permanentemente em manutenção. Nas regiões de solo arenoso, as chuvas “contaminam” mais facilmente a base das ferrovias. A desguarnecedora da Rumo vem sendo escalada para percorrer trechos restaurados garantindo a linha férrea em boas condições por mais de cinco anos.

 

Até setembro, a máquina deve permanecer na região de Londrina. Na sequência, deve ser encaminhada para a manutenção de trechos ferroviários entre Maringá e Ponta Grossa. Em operação contínua, a desguarnecedora austríaca da Rumo reforma até 150 metros lineares de ferrovia por hora.

 

Sobre a Rumo A concessionária tem 12 mil quilômetros de malha ferroviária, 966 locomotivas, 28 mil vagões e quase 12 mil funcionários diretos e indiretos. Só maquinistas, são 1,75 mil profissionais. Sua capacidade de elevação no Porto de Santos e no Porto de Paranaguá é de 29 milhões de toneladas ao ano.

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