Mulheres precisam dar mais atenção ao coração na menopausa

Mulheres precisam dar mais atenção ao coração na menopausa

Alerta é da cardiologista Bianca Maria Prezepiorski, do Hospital Cardiológico Costantini

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o infarto e o AVC (Acidente Vascular Cerebral) são as principais causas de morte em mulheres com mais de 50 anos no Brasil. Por isso, é extremamente recomendado que mulheres nesta faixa etária redobrem os cuidados com o coração. Segundo a cardiologista Bianca Maria Prezepiorski, do Hospital Cardiológico Costantini, uma vez que a menopausa traz uma série de desconfortos como calorões, distúrbios no sono e mudança de humor, ela também pode causar problemas no coração.

Bianca comenta que um dos grandes aliados do coração é o hormônio estrogênio, que é produzido durante o período fértil de uma mulher, elevando os níveis do colesterol bom (HDL) e diminuindo o colesterol ruim (LDL). Este hormônio diminui após a menopausa e esta ação pode ser considerada um dos grandes vilões nesta nova fase da mulher. “Isso porque o estrogênio estimula a dilatação dos vasos, o que facilita o fluxo sanguíneo e, após a menopausa, a proteção hormonal oferecida por ele começa a cessar. Fato que pode aumentar consideravelmente as chances de doenças cardiovasculares”, explica.

Além disso, a cardiologista lembra que existem ainda outros fatores de risco para as manifestações da doença coronariana na menopausa, como ganho de peso, níveis reduzidos do colesterol bom e níveis elevados de pressão arterial, glicose e triglicerídeos. “Isso sem mencionar sedentarismo, cigarro, reposição hormonal, entre outros. Por isso, é de extrema importância realizar check-ups cardiovasculares anuais, de forma preventiva, para descobrir antecipadamente se a mulher precisa de algum tratamento ou orientação específica”, finaliza.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda algumas diretrizes para a prevenção de doenças cardiovasculares em mulheres na menopausa:

  • As mulheres devem abandonar o hábito de fumar e, se necessário, recorrer a tratamento farmacológico;
  • Realizar pelo menos 30 minutos de atividade física diariamente;
  • Manter uma dieta rica em frutas, fibras e vegetais; consumir peixe pelo menos 2 vezes por semana. E o consumo de proteína de soja pode auxiliar na redução do colesterol.

 

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