Oficina orienta empresas de Maringá  interessadas no ISS Tecnológico

20160722_142230Na última sexta-feira foi realizada na sede da Acim uma Oficina de Orientação para empresas que desejam submeter projetos para o edital da Lei do ISS Tecnológico. O edital será aberto em primeiro de agosto. A lei prevê renúncia fiscal de até R$ 2 milhões anuais  para projetos de inovação tecnológica (incluindo aquisição de software) para empresas prestadoras de serviços que estão sediadas em Maringá  há mais de 12 meses.

O primeiro edital da lei foi lançado em 2014 e muitas empresas já foram beneficiadas pela lei que tem como principal objetivo a inovação, mas prevê como contrapartida aumento na arrecadação e geração de empregos. Passar pelo crivo dos técnicos que analisam os projetos na prefeitura não é tarefa fácil.

Por isso, a associação que reúne empresas de Tecnologia da Informação (TI), a Software by Maringá, celebrou convênios com o Codem e com o Centro de Inovação (CIM), que estão assessorando os empresários interessados em participação do processo de seleção e são responsáveis pela oficina com apoio da Acim.

O próprio presidente da SbM, Edney Mossambani, e o economista do Codem, João Ricardo Tonin, apresentaram e comentaram a Lei do ISS Tecnológico. Tonin fez um levantamento dos principais motivos que levam os projetos a serem reprovados.

Entre eles, estão orçamentos inconsistentes com o projeto, não preenchimento de formulários, documentação incompleta,  falta de indicadores de desempenho, recolhimento irregular de ISS e gasto com equipamentos e infraestrutura superior a 49% do projeto.

Segundo Tonin, houve até dois casos de empresas que chegaram a ter os projetos aprovados, mas perderam o benefício porque deixaram de enviar o formulário bimestral exigido pelo Município. No caso do CIM, Edney Mossambani, informou que o órgão está formando uma comissão que vai analisar gratuitamente os projetos, principalmente na questão burocrática, antes que os mesmos sejam encaminhados à prefeitura.

Empresas beneficiadas

O projeto de Ademir Faria, da ID Brasil, foi um dos contemplados do primeiro edital do ISS Tecnológico, em 2014. Ele diz que a participação no processo da lei foi muito benéfica, pois o compromisso de vencer as burocracias fez com que o projeto fosse executado em um prazo menor.  “Além disso, os equipamentos e o conhecimento adquiridos fortalecem as ações de divulgação da empresa, o que gera resultados de curto, médio e longo prazo para nós”.

Para Faria, o empresário precisa analisar se vale a pena submeter seu projeto de inovação ao edital, pois existem algumas restrições, como a necessidade de aquisição de equipamentos e contratação de serviços que deve ser feita exclusivamente em Maringá, o que pode aumentar os custos. Além disso, é importante levar em conta a necessidade de prestação de contas periódicas, e o risco de não atingir o objetivo definido para o projeto, que pode resultar em multas.

Outro projeto aprovado no ISS Tecnológico é da Delta Software. O diretor administrativo, Anderson Bortolossi, conta que utilizou o projeto para aquisição de novas tecnologias, atualizando ferramentas de desenvolvimento e treinamento de novos funcionários. Segundo ele, os resultados foram excelentes: “Tivemos aumento de produtividade de 7%. E também houve crescimento de 19,44% no recolhimento do ISS nos 12 meses subsequentes ao projeto e contratamos dois programadores e um profissional da área de qualidade”.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.