Saúde em cores também nos laboratório

Myrna Campagnoli, diretora médica do Frischmann Aisengart, explica como funciona a divisão de cores na coleta de sangue

Praticamente todos os meses do ano ganharam uma cor ligada a uma campanha de combate ou de prevenção de uma doença. O exemplo mais conhecido é o Outubro Rosa, relacionado mundialmente à campanha do câncer de mama. A vinculação de um tema a uma cor permite uma identidade e faz com que, naquele período, ao ver aquela cor, as pessoas pensem sobre o assunto. E, assim como estas iniciativas de mobilização e conscientização, outras áreas da saúde também adotaram as cores para facilitar a memorização de procedimentos, reduzindo as margens de erro. Hospitais utilizam cores para identificar áreas e setores e, nos laboratórios, as tampas dos tubos de coleta de exames de sangue e os próprios tubos têm cores distintas para diferenciar o seu conteúdo e permitir que a coleta dos exames seja realizada no recipiente adequado.

Myrna Campagnoli, diretora médica do Frischmann Aisengart, explica que cada tipo de tubo tem um diferente diluente no seu interior. “E esta substância, em contato com o sangue, vai provocar reações diversas, como coagular o sangue mais ou menos rápido, auxiliar na separação do plasma (soro) e das células durante a centrifugação, ou fazer reações específicas que permitam maior acurácia na dosagem dos exames”, descreve.

Quanto à quantidade de sangue coletada, a diretora médica afirma ela varia entre 2 ml, em tubos pediátrico, até 10 ml para alguns exames de genética. “Mas a quantidade média de um tubo é de 4 ml”, reforça. A médica lembra que não é o tamanho do tubo que  varia e, sim, a quantidade de sangue no seu interior.

Como os pacientes costumam fazer, em média, seis a oito exames em uma única ida ao laboratório, a quantidade total coletada costuma ser em torno de 30 ml, volume que, segundo Myrna, o organismo repõe rapidamente, em cerca de duas horas. “É sempre bom lembrar que um adulto saudável tem de quatro a sete litros de sangue no corpo. Então, a coleta de um exame de sangue representa uma redução bem pequena na volemia (volume de sangue total)”, complementa.

A especialista explica que os laboratórios só devem fazer a coleta após o cadastro do paciente, pois é neste momento que os tubos adequados serão identificados e separados, permitindo que o sangue seja destinado ao tubo com o diluente correto.

Conheça abaixo as cores dos tubos utilizados e alguns dos exames a que se destina cada tubo:

Roxo – hemograma, tipagem sanguínea.

Amarelo ou vermelho com bordos amarelos (variação entre fabricantes) – bioquímica (sódio, potássio), hormônios e colesterol.

Azul claro – coagulograma.

Cinza – glicose.

Vermelho – é um tubo sem diluente (seco) – Marcadores de função do fígado e tempo de coagulação.

Verde – genética

Azul escuro – metais (zinco, alumínio etc.).

Branco – PCR para pesquisa de vírus.

Tubo âmbar (a tampa é vermelha, mas o tubo é cor âmbar/marrom) – coleta de vitaminas que degradam com a exposição à luz.

 Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart completa 71 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 35 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

 

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