8 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Colesterol

Exercício físico e alimentação balanceada são aliados para manter o colesterol em níveis normais

 

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 60% da população têm colesterol alto. Em quantidade elevada no sangue, o colesterol pode se acumular e obstruir vasos, formando a placa aterosclerótica, que reduz ou bloqueia totalmente o fluxo de sangue para o coração. “O processo de entupimento da artéria pode se manifestar como uma angina ou dor no peito, infarto do miocárdio, dilatação do coração ou insuficiência cardíaca. Outras partes do corpo também podem ser afetadas, por exemplo, o cérebro pode sofrer um acidente vascular cerebral, o famoso derrame, por conta da obstrução das artérias carótidas”, revela o diretor científico da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Dr. Silvio Barberato.

O colesterol é dividido em dois tipos: o LDL e o HDL. “O LDL é o chamado colesterol “ruim”, ou seja, é aquele que se estiver alto acumula nos vasos e pode levar a um infarto ou AVC. Já o HDL, chamado de “bom” colesterol, é capaz de remover o LDL do organismo e, quando alto, reduz o risco de infarto e AVC”, afirma.

As recomendações internacionais mais recentes mostram que os níveis ideais são 200mg/dl para colesterol total, 100mg/dl para LDL e 60mg/dl para o HDL. “É importante lembrar que esses números não são definitivos e absolutos. O risco de cada paciente deve ser avaliado por um médico capacitado, levando em conta diversas variáveis, como a história clínica, sintomas, fatores de risco, antecedentes familiares e eventuais exames complementares”, ressalta Dr. Barberato.

Não são somente os adultos que podem sofrer com o colesterol alto. A doença pode se manifestar em qualquer faixa etária. “Existe uma forma grave da doença, que se chama hipercolesterolemia familiar, caracterizada por um nível muito elevado de colesterol desde o nascimento e que pode trazer consequências já na infância”, alerta o cardiologista.

A prevenção deve começar na infância, com exercícios físicos regulares, uma alimentação balanceada e manutenção do peso adequado. “Caso nada disso resolva a situação do colesterol alto, é necessário acrescentar uma medicação complementar, muito útil para reduzir o risco de ter infarto e AVC”, observa o Dr. Silvio Barberato.

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