Aneurisma de Aorta Abdominal mata em 95% dos casos

O Aneurisma de Artéria Aorta Abdominal (AAA) é uma doença potencialmente fatal. De acordo com José Augusto, cirurgião vascular da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a doença é silenciosa e, quando se manifesta, a chance de levar ao óbito é de 95%. No entanto, é uma patologia facilmente detectável em exames preventivos, apresentando resultados excelentes de tratamento.

O AAA é uma dilatação anormal da artéria aorta na altura do abdômen e que pode causar ruptura, resultando em hemorragia interna, estado de choque e morte. “Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito ao investigar outros tipos de patologistas. Portanto, realizar exames preventivos (check-up) é de extrema importância para detectar o aneurisma precocemente. Quando tratado corretamente, a chance de sucesso é de 97% (apenas 3% de risco de complicação)”, explica. E o diagnóstico é simples e rápido: apenas um ultrassom de abdômen já pode detectar o aneurisma.

O médico explica ainda que o tamanho, a localização e o estado de saúde do paciente determinam o tipo de tratamento. Quando ele tem de 2 a 5 cm de diâmetro, o ideal é monitorar com check-ups periódicos. “Se o aneurisma estiver crescendo rapidamente ou tiver ultrapassado os 5 cm, na maioria dos casos a melhor opção é o Tratamento Endovascular, um método cirúrgico novo e minimamente invasivo. No Hospital São Camilo temos uma equipe extremamente capacitada para realizar esse procedimento, o que torna a recuperação do paciente muito mais rápida”, acrescenta.

Um dos fatores do AAA é a hipertensão, que nos dias frios tende a se descontrolar com maior facilidade. “O frio faz com que os vasos sanguíneos ‘se contraiam’ para conservar o calor do corpo, aumentando a pressão arterial”, explica. Além do check up preventivo, o médico orienta que para evitar a doença, é preciso adotar uma alimentação balanceada, evitar o excesso de peso, não fumar e praticar atividade física regularmente. Por ser silenciosa, a doença geralmente não apresenta sintomas. Porém, o médico alerta que, dependendo do estágio da doença, a dor pode ser um sinal, aparecendo em regiões como abdômen, costas e peito.

Principais fatores de risco do AAA:

  • Idade acima de 65 anos;
  • Sexo masculino;
  • Histórico familiar;
  • Tabagismo;
  • Doença cardíaca;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Alimentação inadequada.

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é composta por três modernos hospitais que fazem parte da história da capital paulistana: Pompeia, Santana e Ipiranga. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são seus principais pilares de atuação. As Unidades têm capacidade para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea. Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 685 leitos e um quadro clínico de mais de 3,7 mil médicos qualificados. Seus hospitais possuem importantes acreditações internacionais, como a da Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, a Acreditação Internacional Canadense e a da ONA (Organização Nacional de Acreditação). A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.  <fernanda.fahel@maquina.inf.br>

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