Cigarro compromete prazeres simples da vida

Os males causados pelo cigarro são bastante conhecidos, mas um dos nossos melhores sentidos é prejudicado sem que muitos fumantes se deem conta disso: o paladar. De que adianta comer um prato saboroso se, no final, vai ter gosto de cigarro?

Esse é o mote da ação que a Unimed Curitiba realiza nesta segunda-feira (29), como conscientização pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo. Criada pela Heads Propaganda, em parceria com o Azuki – Sabores do Japão, a ação vai servir sushis com “algo a mais” na esteira do restaurante, alertando os clientes sobre os malefícios do cigarro para seu paladar.

"Sushi gororoba" servido na ação da Unimed Curitiba com o restaurante Azuki (Divulgação)
“Sushi gororoba” servido na ação da Unimed Curitiba com o restaurante Azuki (Divulgação)

“A ideia é chamar atenção das pessoas. Por isso, pensamos em combinações fora do comum, com misturas inusitadas, que serão servidas junto com os pedidos dos clientes do restaurante. A mensagem que queremos transmitir é que o cigarro prejudica o paladar e um prato requintado e caprichado pode ter o mesmo gosto de uma ‘gororoba’ para uma pessoa fumante”, explica Valéria Lopes, supervisora de Marketing da Unimed Curitiba.

 

6 milhões de mortos a cada ano

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quase 6 milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido ao tabagismo, sendo que 600 mil deles são fumantes passivos. Estima-se que existam dois bilhões de fumantes. No Brasil, são 20 milhões.

O cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias tóxicas e está associado a 25% dos casos de morte por angina e infarto do miocárdio, 85% por bronquite e enfisema pulmonar e 90% de câncer no pulmão.

Médico cooperado da Unimed Curitiba, o otorrinolaringologista Diego Malucelli explica a importância da conscientização do público sobre o tabagismo, especialmente a população mais jovem, que está sendo levada ao vício cada vez mais cedo. Especialista em ajudar pacientes a vencer a dependência, Malucelli dá dicas de como se livrar o cigarro.

 

Campanhas de conscientização, como essa ação da Unimed Curitiba, fazem efeito ou não para quem quer parar de fumar?

Sim, ajuda! Já avançamos muito nas restrições ao uso do cigarro em diferentes ambientes e a obrigação das mensagens de alerta nos produtos. Mas ainda existe uma parcela considerável da população que fuma e uma outra que virá a experimentar o tabaco. Por isso, a conscientização não pode parar. 

Como explicar, então, a volta do hábito de fumar entre os jovens?

As taxas de tabagismo entre os jovens estão em declínio nas últimas décadas, porém muitos ainda estão adquirindo estes hábitos, seja por curiosidade, autoafirmação ou mesmo a busca de novas experiências, o que é normal da idade. Também existe a influência do convívio com amigos, familiares e adultos fumantes.

A sensação de prazer compensatório causada pelo cigarro é mais difícil de ser superado, pelo aspecto psicológico, do que a própria dependência química da nicotina?

O cigarro pode ser considerado como uma “muleta” para o fumante: faz parte da sua vida, participa do seu dia a dia e de seus sentimentos. Muitas das capacidades do fumante são depositadas no cigarro e no ato de fumar. O aspecto psicológico do tabagismo, sem dúvida, muitas vezes é mais difícil de enfrentar do que o dano físico e químico causado pela nicotina. É preciso lembrar que, com força de vontade, é possível parar de fumar. Para isso, a Unimed Curitiba desenvolveu o programa Você Sem Cigarro, para incentivar e apoiar quem deseja abandonar o tabagismo, com encontros semanais e orientações dirigidas e individualizadas.

O programa é voltado para fumantes beneficiários da Unimed Curitiba, de qualquer idade. Mais informações pelo telefone 3021-4735 ou pse@unimedcuritiba.com.br.

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