Conheça os riscos de compartilhar a senha da sua Internet

Na hora de contratar Internet você quer um serviço rápido. Às vezes, apenas um pacote que atenda as necessidades da sua família, mas no cotidiano para ser gentil com um amigo ou vizinho, você compartilha sua senha. Aquilo que poderia ser só um gesto de solidariedade pode resultar em muita dor de cabeça.  Além da redução da qualidade do serviço o contratante pode se comprometer com o que prevê o Marco Civil da Internet.

O Marco Civil da Internet, em vigor desde 23 maio de 2014, regra o uso da rede no Brasil. Ali estão previstos os direitos e deveres do usuário de Internet, bem como as suas penalidades. O diretor da Toledonet Telecom, Marcos Claudemir Thielke explica que o Marco regra diversas condutas dos usuários e também dos provedores. “Uma das preocupações era criar regras de rastreabilidade de crimes eletrônicos como, por exemplo, a pedofilia ou invasões de hackers. Por isso cabe ao fornecedor de Internet registrar todos os acessos, a hora de entrada e saída de todos os seus usuários para que, no futuro, se necessário, tenha como fornecer à justiça, quem era o cliente que estava usando determinado IP”.

E é exatamente aí que o gesto de gentileza pode trazer problemas para o usuário. Quando alguém entra na Internet recebe um IP, um número único e exclusivo no mundo. Thielke explica que a cada acesso o IP é alterado, no entanto o fornecedor tem como identificar quem está usando este IP. “Tudo é identificado, até o seu nome. Então se por ventura você emprestou sua Internet para um vizinho que passou para outra pessoa, e essa outra pessoa usou sua Internet para cometer um crime, seja contra um banco, pedofilia ou qualquer outro crime cibernético, você vai ser responsabilizado, pois deixou seu endereço para que a polícia ou a justiça possa vir buscar informações”.

O Wi-Fi ou uma rede por cabos nada mais é do que computadores ligados entre si, seja por um sinal de rádio ou elétrico, como é o caso do cabo. Todos estão usando a mesma rede, compartilhando informações. E aqui há outro risco, a vulnerabilidades dos seus dados. “Tudo que está no seu computador ou celular, caso esteja desprotegido, pode ser acessado. Neste caso, alguém pode acessar a rede e ver tudo que tem dentro dos computadores”, alerta Thielke.

Dados Protegidos

O diretor da Toledonet orienta as empresas para protegerem os seus dados de forma adequada. “Alguém conecta um notebook ou outro dispositivo na sua rede e consegue acessar os dados da empresa. Pode ter uma informação importantíssima sendo roubada e você não percebe, mas você deu a senha para que a pessoa busque informação dentro da sua própria rede. Tem que ter segurança, se você precisa passar a senha do Wi-Fi, isso deve ser feito de forma séria e consciente”.

E já existem formas das empresas compartilharem o sinal de Wi-Fi sem exporem-se a riscos. “O termo técnico para isso é sub-redes, são redes diferentes dentro da mesma rede. Mas para isso você precisa de um roteador especificamente para fazer essa distribuição gratuita para seu cliente. Ele vai estar em uma rede separada da tua, apesar de fisicamente ser a mesma”, orienta Thielke.

A tecnologia tem andado ao lado da segurança, basta fazer a escolha adequada. “Existem hoje dispositivos mais interessantes para fazer isso, que se chamam hotspots. Além de fazer essa separação, quando o cliente está aguardando ou conectando no seu Wi-Fi, ele não digita uma senha, mas marca que está na sua empresa, fazendo um check-in e vai aparecer no facebook dele a localização da sua empresa, ou seja, além de proteger seus dados, fará marketing para seu negócio”, considerou Thielke.

Mais Velocidade

Compartilhar a senha pode trazer outros problemas além da responsabilidade civil. A velocidade da sua Internet pode ficar comprometida. “O roteador Wi-Fi não é uma máquina simples em que você conecta quantos dispositivos quer. Cada roteador tem uma especificação”, explicou o diretor da Toledonet.

A recomendação é que antes de comprar um roteador entre no site do fabricante e verifique quantos dispositivos ele suporta e qual distância aproximada o sinal dele irá atender. “Se o seu roteador entrega 54 megabits, ele vai fazer isso para um dispositivo. Se você conectar dois, a capacidade dele pode cair para 30. Quanto mais dispositivos estiverem conectados, menos velocidade você vai ter em cada dispositivo. Entre os roteadores disponíveis no mercado, a maioria suporta até três dispositivos. Acima disso, ele pode apresentar lentidão e quedas”, orienta Thielke.

O mercado oferece roteadores AC, que entregam bandas de até 300 megabits e suportam 8, 9 conexões simultâneas. “Com a alta demanda de banda que temos hoje, precisamos de roteadores melhores. Conforme as necessidades da sua família você precisa comprar um roteador que as atenda, ou até dois, três roteadores, dependendo do tamanho da casa, ou posição das paredes. É uma série de fatores técnicos que tem que ser analisados na hora de comprar o roteador”.

Para quem gosta de assistir vídeos e/ou um filme na Netflix a atenção deve ser redobrada. “O recomendado pelo Netflix, para cada tela em HD é de 5 mega de banda contínua. Se você está assistindo na Smart TV da sala e seu filho no notebook, são 5 megas, mais 5 megas. Se você tem 15 megas, sobram 5. Se você está usando o facebook ou o youtube pelo celular, são mais 3 megas. Quando você for usar, vai ter a impressão de que a internet está mais lenta. Então o padrão mínimo recomendado para esse público é de 20 megas ou mais”, aconselhou o diretor da Toledonet, finaliza o especialista.

Toledonet

A Toledonet surgiu em 1997 para fornecer serviços de internet discada, mas com o tempo passou a fornecer serviços de internet banda larga via rádio e se consolidou nesse segmento. A empresa foi pioneira no serviço de Fibra Óptica em Toledo e hoje é responsável pela maior rede do município. Com a missão de oferecer serviços de qualidade com eficiência, a Toledonet também conta com um plano de expansão audacioso.

Intenet - Crédito Pixabay

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