Má nutrição contribui para o aumento da obesidade

É o que analisa Myrna Campagnoli, diretora médica e endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart

O Relatório Global de Nutrição, desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentou neste ano uma informação que parece não ser coerente: a má nutrição está contribuindo para o aumento da obesidade no mundo, principalmente em crianças menores de 5 anos, e, consequentemente, para o crescimento de doenças cardiovasculares e do diabetes. O estudo destacou que a carência alimentar não está relacionada apenas à questão da fome, mas também pode se manifestar também pelo acúmulo de gordura ou alto índice de colesterol e açúcar no sangue.

Dos 129 países avaliados no Relatório, 44% apresentaram níveis graves de obesidade, e os dados destacaram que o número de crianças com sobrepeso está se equiparando ao número de crianças abaixo do peso. A OMS define má nutrição como “o desequilíbrio entre a oferta de nutrientes e de energia, e a exigência do corpo para garantir a manutenção, crescimento e funções específicas das células”

A  obesidade é uma doença caracterizada por aumento da gordura corporal, que pode levar a várias outras patologias e até à morte mais precoce. Myrna Campagnoli, endocrinologista e diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, explica que a obesidade ocorre quando não há um balanço entre o que é ingerido nas refeições e o que o organismo gasta nas suas atividades. “Quando um indivíduo ingere alimentos, esses servem para produzir a energia necessária para o funcionamento do corpo. Se sobra energia, ou porque a ingestão foi grande ou porque a atividade foi insuficiente para usar a energia produzida, esta é transformada em gordura. O acúmulo de energia armazenada sob a forma de gordura leva à obesidade.”

Segundo a especialista, o Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida simples. Consiste na divisão do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros). Por exemplo: em uma pessoa com 90 kg e 1,70 m o IMC será: 90 / 1,70 x 1,70 = 32,1. Pessoas com IMC entre 20 e 24,9 têm peso normal; entre 25 e 29,9 têm sobrepeso e com 30 ou mais são obesas.

Além do IMC, a distribuição da gordura corporal também é importante. A obesidade mais grave é a do tipo visceral, isto é, relacionada com o acúmulo de gordura na região do abdome. Esta é a mais frequentemente associada às alterações cardiovasculares. As principais doenças associadas à obesidade são hipertensão arterial, diabetes, alterações das gorduras no sangue (dislipidemias), doença coronariana (que predispõe ao infarto), doenças reumatológicas e ortopédicas.

Vários são os fatores que influem para que se instale a obesidade e o fator genético é um dos mais importantes. Pessoas de famílias com obesidade têm maior tendência a serem, também, obesas. Com menos frequência, outras doenças, como as endócrinas, podem estar associadas com a obesidade. “Alimentar-se corretamente e evitar o sedentarismo são as principais armas para se evitar o aumento progressivo de peso que pode chegar à obesidade”, lembra a endocrinologista.

O tratamento da obesidade somente deverá ser realizado sob orientação médica. Após o diagnóstico diferencial, este poderá estabelecer um programa de reeducação alimentar, com a adequação tanto da quantidade como da qualidade dos alimentos ingeridos. Associada à alimentação adequada a prática de exercícios físicos, também sob indicação e supervisão médica, visa aumentar a massa muscular e o gasto de calorias, favorecendo o emagrecimento. O tratamento com medicações, tanto as que auxiliam na diminuição da ingestão de calorias, como as que diminuem a absorção das gorduras no intestino, poderá ser prescrito pelo médico assistente em casos selecionados.

Números do Relatório Global de Nutrição, da Organização Mundial de Saúde

1,9 bilhão de adultos, com 18 anos ou mais, têm sobrepeso

600 milhões deste 1,9 bilhão são obesos

528 milhões de mulheres têm anemia relacionada à má nutrição

462 adultos estão abaixo do peso

 Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart completa 71 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 35 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

 

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