Novidades sobre urticária crônica e angioedema serão debatidas durante evento em Curitiba

A urticária crônica (UC), definida como a presença de pápulas com ou sem angioedema com mais de 6 semanas de duração, é uma doença inflamatória cutânea altamente predominante, que constitui uma causa frequente de consulta médica. A sua prevalência na vida é de 8 a 10% da população e mais frequentemente afeta as mulheres entre 20 e 59 anos de idade. Em até 50% dos pacientes a remissão da doença ocorre em 3 meses, e em até 80% em 12 meses. Em cerca de 11% deles a urticária crônica dura mais de cinco anos.

“Estudos que utilizaram questionários específicos mostraram que a UC interfere fortemente na qualidade de vida do paciente, em todos os aspectos físicos e mentais. As pessoas que sofrem de UC, frequentemente, desenvolvem problemas de depressão, ansiedade e distúrbios do sono. Em consequência, constata-se absenteísmo no trabalho e perda de produtividade”, declara o Prof. Dr. Mario Sanchez-Borges, Presidente da WAO (World Allergy Organization) e palestrante do XLIII Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que ocorrerá entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, em Curitiba, com um público estimado de 1.500 pessoas.

As visitas frequentes ao consultório médico, salas de emergência e internações hospitalares por exacerbações da doença – juntamente com a aplicação de vários exames complementares e diferentes medicamentos – implicam em encargo econômico para o paciente e os serviços de Saúde.

“Uma vez que os mecanismos de UC não são completamente compreendidos, muitas vezes, paciente e médico se sentem desencorajados e desorientados porque estão lidando com uma condição ‘idiopática’ ou ‘espontânea’, onde em cerca de 70% dos casos não é possível identificar causas internas ou externas”, complementa Dr. Sanchez-Borges.

Atualmente, o objetivo do tratamento para pacientes com urticária espontânea/idiopática crônica é o controle completo dos sintomas. A primeira linha de tratamento é com anti-histamínicos em doses recomendadas de segunda geração (não sedativos). Para os pacientes que não melhoram com esta primeira abordagem, o aumento das doses de anti-histamínicos induzido proporciona melhor controle dos sintomas, sem aumento de efeitos adversos.

Finalmente, para casos graves que não respondem a anti-histamínicos, uma terceira linha de terapia consiste na adição de outros anti-inflamatórios, moduladores imunes ou medicamentos biológicos. “Os antagonistas de receptores de leucotrienos, anticorpo monoclonal anti-IgE (Omalizumab) e ciclosporina A são as drogas atualmente recomendadas neste passo. A boa notícia é que, com a incorporação destes medicamentos, e outros sob investigação, muitos pacientes que tinham  vidas miseráveis por causa das lesões de pele, coceira intensa e dor, e até mesmo desfiguração de angioedema, agora têm a esperança renovada por causa de melhores terapias que lhes permitam ter uma vida mais proveitosa e feliz”, comenta o palestrante.

Com o tema “A vida com alergia: da criança ao idoso”, o XLIII Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia traz outros assuntos em seus simpósios, tais como: ‘Imunoterapia’, ‘Anafilaxia’, ‘Alergia a pólen’, ‘O microbioma e desenvolvimento de doenças alérgicas’, ‘Desafios em urticária e dermatite atópica’, entre outros.

Dois grandes destaques do Congresso serão: o tema dedicado à Alergia Veterinária e cinco Cursos Práticos. A grade completa pode ser conferida no site http://congressoalergia2016.com.br/.

XLIII Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia

Data: de 28 de setembro a 01 de outubro

Local: Expo Curitiba

Endereço: Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300. Campo Comprido –Curitiba

Informações e Inscrições: http://congressoalergia2016.com.br/inscricoes/index.php#menuinscricoes

Sobre a ASBAI

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

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