Projeto colaborativo estimula alunos a relatarem os problemas de saneamento básico nas cidades

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2014), mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto e outros mais de 3,5 milhões despejam esgoto irregularmente, mesmo com redes coletoras disponíveis. Outro dado preocupante é que de cada 100 litros de água tratada, em média, apenas 63 são consumidos, ou seja, 37% da água no Brasil é desperdiçada com vazamentos, ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo.

Para conscientizar os alunos do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio sobre a questão do saneamento básico e dos problemas de abastecimento de água, escolas conectadas ao Educacional, conjunto de soluções para a sala de aula desenvolvido pela Positivo Informática Tecnologia Educacional, começaram, em 11 de agosto, a trabalhar o projeto colaborativo “O Básico do Saneamento”.

Nosso objetivo é estimular educadores e alunos a pesquisarem e relatarem situações relacionadas a este tema que tanto precisa de atenção. As calçadas e as ruas em volta da escola são os pontos de partida para a construção de conhecimentos e compreensão do desafio ecológico”, diz Patrícia Sprada Barbosa, Coordenadora Pedagógica do Educacional. Segundo Patrícia, após essa etapa, será aberta uma discussão sobre a bacia hidrográfica, o papel da gravidade no escoamento das águas e sobre os desafios do saneamento básico para o Brasil.

Durante três meses, cada turma inscrita pesquisa e relata ao menos uma questão de saneamento básico, ou de ausência dele, em sua cidade e troca ideias com turmas de outras regiões do país. “Um aluno do Sul fica sabendo qual é o problema enfrentado no Norte, por exemplo. Ao final do projeto, esperamos criar uma conscientização maior sobre a realidade, sobre os sucessos e, também, sobre os grandes desafios do saneamento básico que precisam ser enfrentados pela sociedade. Existe a intenção, inclusive, de apresentar algumas ideias para os candidatos à prefeitura”, finaliza Patrícia.

 

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