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Como evitar lesões por pressão?

As lesões por pressão, também conhecidas como escaras ou úlceras por pressão, são aquelas que ocorrem quando há pressão constante nas proeminências ósseas, resultando na redução de circulação sanguínea e, consequentemente, na danificação da pele e seus tecidos subjacentes.  Como na maioria dos casos o paciente está acamado, geralmente o que leva a esse tipo de lesão é o equívoco na hora de movê-lo. Todo paciente acamado deve ser movimentado a cada 3 horas, lembrando sempre de não arrastá-lo sobre a cama. Além disso, outros fatores internos e externos podem causar a lesão, como excesso de umidade, alteração do pH devido ao contato com fezes e urina, desnutrição, desidratação, limitação de mobilidade, diabetes e obesidade.

Segundo o Dr. Adriano Mehl, Médico Responsável pelo Núcleo de Prevenção e Tratamento de Feridas e Pé Diabético no Plunes Centro Médico (Curitiba-PR), a pele já está fragilizada por conta da condição do paciente acamado e isso pode levar ao desenvolvimento de uma ferida em poucas horas. “É muito importante saber identificar o paciente que está suscetível a desenvolver uma lesão por pressão. Além disso, é necessário avaliar a integridade da pele e efetuar a mudança sequencial da posição do paciente na cama”, destaca Dr. Adriano.

As lesões por pressão podem atingir tanto as estruturas superficiais da pele, como a epiderme, quanto as mais profundas, como músculos, tendões, ossos e até mesmo órgãos. Os locais mais comuns para o aparecimento dessas lesões são: região sacral (acima do cóccix), trocânteres (parte superior e lateral do fêmur), maléolos (osso lateral dos pés) e os calcanhares, devido ao constante contato com a cama. Além de gerarem dor, desconforto e alteração no estado emocional, as lesões contribuem diretamente para o aumento do período de internamento e dos custos com curativos.

De acordo com o Dr. Adriano, em 95% dos casos, as lesões por pressão podem ser evitadas se o acompanhamento e a avaliação forem feitos com cautela e atenção. “As lesões por pressão podem ser formadas em um curto período de tempo e têm como características a cronicidade do tratamento e dificuldade de cicatrização. Por isso, é imprescindível ressaltar a importância do conhecimento dos profissionais da Saúde sobre o uso de tecnologias terapêuticas efetivas, que diminuem a cronicidade e os riscos destas lesões”, conclui.

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