A prevenção ainda é a principal aliada para evitar o HIV

Desde os primeiros casos de infecção pelo vírus HIV diagnosticado no Brasil, em 1980, a doença teve um aumento progressivo no país até 2002. Após, chegou a apresentar uma redução gradual de novos casos, porém nos últimos anos houve um aumento de pacientes infectados. A infectologista e clínica médica da Cardio&Saúde, Dra. Maria Inez Domingues Kuchiki, conta que uma das razões para o aumento no número de casos confirmados pode ser pela intensificação das campanhas de detecção, o que possibilitou o diagnóstico precoce. “Apesar de termos as campanhas de detecção e prevenção, ainda existem pessoas com a mentalidade de que nunca serão infectadas. Por esse motivo, acabam não usando o preservativo durante as relações sexuais, sendo que essa atitude ainda é a principal forma de prevenção.”

Hoje em dia não existem mais os chamados grupos de risco e sim comportamento de risco. Qualquer pessoa sexualmente ativa deve ter comportamento seguro na hora de se relacionar, como, por exemplo, evitar múltiplos parceiros e utilizar preservativos. Dentre os usuários de droga injetável o comportamento seguro é não compartilhar seringas. É justamente a falta de cuidado que tem feito o número de casos entre os jovens de 25 a 35 anos aumentar nos últimos anos. “Há alguns anos o diagnóstico entre idosos tinha aumentado, e agora está estabilizado. Ainda é uma população exposta, porque existem muitas pessoas sexualmente ativas com mais de 60 anos de idade”, ressalta a infectologista.

Em mais de 30 anos, desde o início da epidemia, o tratamento dos pacientes infectados pelo vírus HIV evoluiu bastante. O Brasil se destaca por ter sido um dos primeiros países do mundo a fornecer tratamento gratuito para as pessoas portadoras do HIV, possibilitando uma queda na taxa de mortalidade associada ao vírus. “Hoje podemos comparar a AIDS a uma doença crônica, pois existe tratamento eficaz e este mantém o paciente bem por muito tempo. A medicação está acessível para todos, independente da classe social e se possui ou não algum plano de saúde. Os pacientes recebem a medicação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cada caso é analisado separadamente, porém a grande maioria inicia o tratamento com o que chamamos de 3 em 1, ou seja, o paciente toma um único comprido antes de deitar e este contém três drogas fundamentais para o tratamento”, explica.

Dados do Ministério da Saúde mostram que atualmente temos cerca de 40 mil novos casos de HIV por ano. Até 2015, havia 830 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil, no mundo o número estimado é de 36 milhões. “Mesmo com o tratamento simplificado, um comprimido ao dia, a AIDS ainda é uma doença sem cura. Por essa razão a prevenção ainda é a melhor maneira para evitar a contaminação”, finaliza Dra. Maria Inez Domingues Kuchiki.

SOBRE A CLÍNICA CARDIO&SAÚDE
A Clínica Cardio&Saúde, fundada em 2012, inaugurou recentemente sua nova sede, localizada no edifício Neo Business, no Centro Cívico. Especializada em cardiologia e infectologia, inovou ao criar o Serviço de Cardio-Oncologia, destinado a pacientes oncológicos. Conta com médicos especialistas em exames de imagens (Doppler), Holter digital, check-ups, teste ergonométrico computadorizado, avaliação cardiológica para pacientes oncológicos, risco cirúrgico, atividade física e para concursos públicos.

A especialidade de infectologia da clínica tem por objetivo diagnosticar e tratar as doenças infecciosas agudas causadas por vírus, bactérias e fungos. Com destaque para o tratamento e seguimento de infecções crônicas como hepatite e AIDS/HIV. Orienta e auxilia na prevenção de infecções recorrentes como herpes labial/genital, infecção do trato urinário (ITU recorrente) e foliculite/furunculose de repetição. Faz parte ainda da área de atuação d infectologia, as doenças emergentes de repercussão nacional como dengue e Zika vírus, toxoplasmose (aguda, ocular ou na gestante), mononucleose infecciosa (doença do beijo), pneumonia bacteriana, tuberculose, aspergilose (imunossuprimido).

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