Proteção contra a dengue no Paraná deve ser feita agora

Dados recentes do Ministério da Saúde[1] mostram que até o dia 13 de agosto de 2016 foram registrados 1,42 milhão de casos de dengue no Brasil. Dentro deste cenário, o estado do Paraná se destaca com incidência de 472 casos para cada 100 mil habitantes, o que supera a marca limite estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para definir uma epidemia (300 casos/100mil hab). Entre os municípios mais endêmicos do estado do Paraná, estão Paranaguá (5,4 mil casos/100 mil habitantes), Foz do Iguaçu (2.576 casos/100 mil habitantes), Londrina (971 casos/100 mil habitantes) e Maringá (923 casos/100 mil habitantes).[2]

No Estado, 30% dos casos de dengue acometem justamente os adolescentes e jovens adultos, contemplados na campanha de vacinação pública do Paraná. Heloisa Ihle Garcia Giamberdino, presidente da regional Paraná da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) destaca a necessidade e a importância da vacinação desse público. “Trata-se de uma faixa etária que circula muito, com alto potencial de espalhar a doença e que dificilmente se engaja para ir até os postos de vacinação. É preciso que os pais, familiares e até mesmo os veículos de imprensa reforcem o chamamento público para esses adolescentes e jovens adultos irem se vacinar”, alerta.

O período de maior incidência de dengue se aproxima. Para estar protegido nas próximas estações mais quentes do ano, entre outubro e março, é necessário se vacinar contra a doença agora, iniciando já o esquema de vacinação, que é composto por três doses, com intervalos de seis meses entre as doses (0, 6, 12 meses).

Vale ressaltar que a partir da primeira dose, já existe proteção e, portanto, quem se vacinar agora, já estará mais protegido contra a dengue no próximo verão. Porém é importante completar o esquema vacinal de 3 doses ao longo de 1 ano, para que o indivíduo possa garantir uma proteção duradoura e equilibrada contra os quatro sorotipos da doença. A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur – disponível na rede pública de 30 municípios do Estado do Paraná para indivíduos entre 15 e 27 anos – reduz 8 em cada 10 casos de hospitalização por dengue, (81%) e diminui 9 em cada 10 casos das formas graves da doença, além de ter eficácia global de 66%[3]. Isso significa que, 2 em cada 3 casos de dengue seriam evitados ou em um grupo de 1 milhão de pessoas, 660 mil teriam sido poupadas de contrair a doença.

A dengue é considerada uma epidemia mundial e a doença transmitida por mosquito que mais cresce em todo o mundo. Além do grande impacto físico acarretado pela dengue, podendo levar à morte de pacientes, a dengue traz uma grande carga sócio econômica, comprometendo de forma significativa o orçamento em saúde pública. .

Com a vacinação, o potencial de redução de casos de dengue no Brasil, pode chegar a 81% em 5 anos. Esse dado foi demonstrado em um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde (JBES) que avaliou o potencial do impacto da vacinação contra a dengue no país.

A estimativa, conduzida pelo médico Denizar Vianna Araújo, professor da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e coordenador de Centro de Excelência em Avaliação Econômica e Análise de Decisão da ProVac Network (grupo de estudos econômicos e financeiros da OPAS – Organização Pan Americana de Saúde), utilizou um modelo de impacto que representa a dinâmica da transmissão dos quatro sorotipos da dengue (tipos 1, 2, 3 e 4) em humanos e no mosquito.

Sobre a Vacina

Além do Brasil, a vacina contra dengue da Sanofi Pasteur, até o momento, está também registrada no México, Filipinas, El Salvador, Paraguai, Indonésia e Costa Rica.  O processo de análise regulatória da vacina contra dengue da Sanofi Pasteur continua em outros países onde a dengue é uma prioridade de saúde pública.

A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur é o resultado de mais de duas décadas de inovação científica e de colaborações, conduzindo 25 estudos clínicos em 15 países em todo o mundo. Mais de 40 mil voluntários participaram do programa de desenvolvimento clínico (fases I, II e III), sendo que 29 mil receberam a vacina.

A análise combinada de eficácia e segurança dos estudos de com acompanhamento de segurança de longo prazo, , foram publicadas no The New England Journal of Medicine em 27 de julho de 2015, ratificando o perfil consistente de eficácia e de segurança na população onde a vacina está indicada. Conforme descrito anteriormente, a vacina contra dengue da Sanofi Pasteur demonstrou reduzir a dengue causada pelos quatro sorotipos, evitando 2 em cada 3 casos de dengue, 8 em cada 10 hospitalizações, além de reduzir em 93% os casos da forma grave da doença que pode levar ao óbito.

A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur é a primeira vacina no mundo aprovada para a prevenção da dengue. As primeiras doses da vacina foram produzidas em uma unidade fabril na França dedicada à sua produção, com capacidade produtiva em grande escala de 100 milhões de doses de vacina por ano. Em março, o Brasil recebeu a primeira remessa oficial de 500 mil doses da vacina contra dengue da Sanofi Pasteur.

 

Três das mais importantes associações médicas do Brasil estão recomendando o uso da vacina contra dengue disponível no Brasil atualmente: a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). O imunizante também foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2015 já possui a chancela da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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<nathalia.angelis@ketchum.com.br>

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