Setembro Amarelo – 90% dos suicídios podem ser prevenidos

Buscar ajuda é fundamental para tratar as causas que levam às tentativas

No mês de setembro todo o país se mobiliza para ações de prevenção ao suicídio, numa campanha chamada de Setembro Amarelo. O objetivo é alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, e suas formas de prevenção.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. Desse total, nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. Mas, de que forma a prevenção pode acontecer? De acordo a psicóloga clínica, vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRPPR), Fernanda Rossetto Prizibela, a prevenção pode ocorrer a partir do adequado e precoce diagnóstico e tratamento. “Pesquisas científicas apontam que o tratamento combinado, psicoterapia e medicação, trazem resultados mais efetivos nestes casos”, conta Fernanda que ressalta a atuação da psicologia neste processo. “O psicólogo pode estar presente em diversas intervenções, desde o trabalho focado na promoção de saúde nas escolas com os adolescentes abordando os sinais de alerta para o suicídio, por exemplo. A psicoterapia é fundamental tanto para trabalhar os sintomas apresentados pelo paciente como na orientação a família”, completa.
Vários fatores, além da depressão, podem causar a tentativa de suicídio. São eles: transtorno de humor bipolar, esquizofrenia, transtornos de ansiedade e abuso de substâncias psicoativas. Outros fatores também podem aumentar a probabilidade como: fatores sociodemográficos, fatores psicológicos (impulsividade, agressividade, humor lábil, perda recentes, perdas parentais na infância) e condições clínicas incapacitantes.
A procura de ajuda deve ocorrer assim que os primeiros sinais de alerta para o suicídio aparecerem.De acordo com a psicóloga aproximadamente 2/3 das pessoas que cometeram suicídio já haviam falado sobre essa possibilidade.Os principais sinais são:

• Isolamento social;
• Tristeza;
• Apatia;
• Falta de prazer nas atividades que antes sentia;
• Histórico familiar de suicídio;
• Perdas recentes;
• Mudança do padrão alimentar e no sono;
• Sentimento de culpa constante;
• Verbalizações como: “não há mais razão para viver”, ” estou cansado desta vida”, ” a vida não faz mais sentido”.

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