Arquitetura verde: a tendência das construções ecológicas

Cada vez mais as pessoas tem se preocupado em reduzir o impacto ambiental das próprias ações. Isso não é diferente na construção civil, mas as propostas ecológicas e sustentáveis precisam ser pensadas muito antes da obra. É ai, que surge a arquitetura verde. O mais interessante é que diferente do que as pessoas pensam, essa tendência nem sempre demanda de grandes investimentos, mas geralmente garante muita economia nas despesas da casa, além de mais conforto.

Há mais de 20 anos o arquiteto Ricardo Sardo já tem essa preocupação, por conta de experiências pessoais. Segundo ele ações simples, como prever o máximo aproveitamento de iluminação e ventilação natural, em um projeto, garante excelentes resultados: reduz a incidência de doenças respiratórias, diminui mofos e ainda diminui o consumo de energia elétrica. “Nunca me esqueço. Um cliente para quem projetei uma grande loja de veículos me encontrou tempos depois e disse: Muito obrigado, paguei o seu projeto em três meses só com a economia de energia”, comenta.

O projeto também pode prever a inclinação apropriada para tetos solares. “Nem sempre o cliente dispõe do recursos suficientes para fazer o investimentos em placas solares, mas se já tivermos previsto isso, na hora certa, ele poderá economizar e, principalmente, maximizar o resultado dessa tecnologia no imóvel”. Um projeto complementar pode prever ainda, cisterna para captação da água da chuva.

Esse tipo de construção pouco altera os valores da obra. “Isso depende muito da vontade do cliente, e essa preocupação tem sido cada vez mais constante. Na hora de projetar o valor do investimento não muda e, na hora de executar, a escolha dos materiais é fundamental, como por exemplo pavers de absorção da água para calçadas, telhados verdes ou brancos, além de opções aos tijolos, como placas pré-fabricadas de concreto e os contêineres, que reduzem o desperdício de madeira e resíduos da construção”, destaca Ricardo Sardo.

Isolamento térmico

O isolamento térmico também está entre as preocupações de muitos clientes. Ricardo Sardo foi o responsável pelo projeto de reforma de uma casa em Bristol, próximo a Londres, na Inglaterra. “Quando era jovem morei em uma casa que no calor era muito quente e no frio muito fria. Na Inglaterra o clima é inverso ao nosso, com pouca luminosidade e muito frio, mas levei essa preocupação para lá”.

O projeto buscou garantir uma iluminação natural, com um bom isolamento térmico. “E conseguimos um prêmio sobre questões climáticas a partir de uma pesquisa da Prefeitura que comparava a temperatura externa com a interna das casas. Enquanto do lado externo a temperatura era de -1ºC, dentro apenas com a lareira a temperatura da residência não baixou de 15ºC. Recebemos inclusive um destaque na imprensa local”, finalizou.

Ricardo Sardo

Ricardo Sardo é natural de Porto Alegre. Se formou no início dos anos 80 e estudou um período na Inglaterra e na Argentina. Logo que ingressou no mercado de trabalho o país enfrentou uma grave crise de desemprego, que fez com que muitos profissionais desistissem da área. Ricardo persistiu e atuou em áreas afins, como engenharia, teatro, marketing e cerâmica, o que agregou a sua formação e compreensão dos diversos setores e processos da arquitetura. Mas o foco do arquiteto sempre foi a criação do próprio escritório. Chegou em Toledo, no Paraná, em 1992, com 9 anos de formação e um amplo repertório agregado ao processo criativo.  Entre os principais projetos do arquiteto está o Teatro Municipal de Toledo, a Faculdade Sul Brasil, Planos Diretores e uma casa em Londres. Atualmente, além do escritório, Ricardo atua como professor universitário, em disciplinas como Planejamento Urbano.

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