Juliana Cortes lança clipe da canção “O Mal” inspirado em Bosch e O Mágico de Oz

A curitibana Juliana Cortes lança nesta sexta-feira o curta 100% animado para a canção “O Mal”, de seu recém-lançado álbum, Gris (2016). O filmestop-motion é assinado pelo animador e ilustrador curitibano Carlon Hardt (assita aqui) e tem inspiração no universo fantástico de Arrigo Barnabé (Clara Crocodilo, Tubarões Voadores) coautor da canção com o produtor paulista Dante Ozzetti.

A personagem principal do clipe é Dorothy, de O Mágico de Oz(1939) Ressignificada, ela representa no clipe a ingenuidade e a candura de uma menina assustada e ao mesmo tempo seduzida por um universo surreal criado com recortes e com referências do mal – sejam elas representadas por personagens dos quadros do pintor holandês de pseudônimo HieronymusBosch, uma mão com dedos de faca, por um Estado sem lei ou por um louva-deus, símbolo da ambiguidade entre aquilo o que é divino, natural e bonito e ao mesmo tempo profano, sedutor e ameaçador.

Outros signos da iconografia brasileira e mundial compõem a viagem por esse mundo fantástico como: o emblema de Luis XV – o ditador “Rei Sol”, passando pela Curitiba antiga e sobretudo à tubarões voadores e crocodilos (que remetem a Arrigo Barnabé), a banda Pink Floyd e o filme alemão Metrópolis(1927). Confira aqui as referências.
Em Gris, a mezzo-soprano faz escolhas precisas, numa interseção sedutora entre melancolia e leveza – na primeira metade do álbum – e segue escalando com elementos do jazz e pop as faixas que finalizam o trabalho, marcado pelas sutilezas e delicadezas da intérprete.

 

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Sobre Juliana Cortes

Curitibana, aos 4 anos de idade Juliana Cortes entrou para um grupo coral, de onde veio sua formação musical. Lançou em 2013 o álbum Invento, pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira no ano seguinte e Melhor Álbum de MBP pela publicação Embrulhador.com. Já tocou ao lado de Daniel Drexler, Arthur de Faria, Marcelo Delacroix, Antônio Saraiva e Arrigo Barnabé. Este ano lançou o álbum Gris, produzido pelo paulistano Dante Ozzetti, que conta com 10 faixas, sendo a maior parte delas obras inéditas. Em 2016 lança o single “I´m used to be alone” com Ian Ramil e o filme “O Mal”, curta 100% animação para a canção gravada pela cantora no recém-lançado álbum. A intérprete é formada em Música Popular e faz pós-graduação em Canção Popular na Faculdade Santa Marcelina em São Paulo, onde vive desde julho deste ano. Em seu currículo constam dois trabalhos infantis “Pra brincar de Circo” e “Acalantos Brasileiros” e a colaboração em alguns livros sobre cultura popular e música como “Cancioneiro Folclórico Infantil” e “Como é bom Festa Junina”, todos publicados pelo selo Gramofone. Juliana também produziu diversos álbuns, livros, Cd´s e séries na capital paraense, o mais célebre deles foram os shows com Raul de Souza e Ron Carter (2014). (nathaliamontecristo@inker.art.br)

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2 Comentário

  1. Linda voz e belíssimas escolhas musicais. Curta lúdico, juvenil, inteligente, moderno.
    Parabéns.

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