Cigarro e anticoncepcionais: uma combinação perigosa

O uso de pílula anticoncepcional, associado ao tabagismo, pode elevar, de forma expressiva, as chances das mulheres desenvolverem trombose e até derrame. Isso é o que diz um levantamento realizado pelo Ambulatório de Trombofilia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo.

O estudo acompanhou cerca de 400 mulheres entre 20 e 45 anos, que tiveram trombose venosa. 180 (45%) delas fumavam e também faziam o uso de anticoncepcionais.

E os números alarmantes continuam subindo, por isso, as mulheres devem redobrar a atenção e os cuidados com a saúde. Segundo a diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli, os principais fatores  de predisposição para trombose venosa profunda são as alterações genéticas, dislipidemias, hipertensão artéria, obesidade, sedentarismo e tabagismo e, quando associados ao uso de contraceptivos orais se potencializam. “Estes riscos, associados ao uso da pílula, estão informados na bula dos medicamentos. O grande problema é quem nem sempre a pílula é prescrita por um médico. Portanto, esta avaliação de risco, muitas vezes, não é feita”, ressalta.

A médica explica que a trombose venosa profunda acontece quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma veia do interior do corpo, dentro dos músculos das pernas, por exemplo. “Os hormônios dos anticoncepcionais, como o estrógeno e a progesterona, alteram aumentam os fatores de coagulação do sangue, aumentando as chances de desenvolvimento de coágulos nas veias profundas maiores”, destaca.

A primeira orientação é evitar a automedicação e consultar seu médico sobre o melhor método contraceptivo para você. Além disso, é preciso buscar ajuda para reduzir os fatores de risco, como obesidade, dislipidemia e tabagismo também é muito importante. A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada levando em conta a sua idade, fatores de risco, histórico familiar e condição financeira. “Além da pílula, existem muitos outros métodos contraceptivos a serem considerados e o preservativo que ainda previne a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis”, finalizada Dra. Myrna.

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Paula Batista

Crédito Imagem: Pixabay/Livre Publicação

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