Colégio Marista Santa Maria recebe jovem voluntária que atuou na crise dos refugiados na Europa

Com apenas 17 anos, Gabriela A. Shapazian caminha para sua terceira experiência como voluntária numa das maiores crises humanitárias de todos os tempos; ela compartilhou suas experiências com alunos do Ensino Médio do Colégio

Nesta sexta-feira, 25 de novembro, o Colégio Marista Santa Maria recebeu Gabriela A. Shapazian, estudante do Ensino Médio de uma escola de São Paulo, que aos 16 anos se tornou voluntária em defesa dos refugiados na Europa. Ela compartilhou sua experiência com os alunos da 2ª série do Ensino Médio do Colégio.

A paulistana Gabriela Shapazian, hoje com 17 anos, irá pela 3ª vez para Grécia como voluntária para ajudar os refugiados. Ela está terminando o Ensino Médio, e para o próximo ano, escolheu se dedicar à causa da crise dos refugiados, que se tornou prioridade na sua vida.

“Fico incomodada que quase ninguém tenha interesse pelo assunto, não se informam adequadamente sobre a crise e a situação dos refugiados. Falar sobre a minha experiência com pessoas da minha idade é uma forma que tenho de sensibilizar e informar sobre essa realidade lá fora”, explica Gabriela.

Segundo Ketty Shapazian, 49, jornalista, arqueóloga urbana e mãe de Gabriela, a vontade de ajudar partiu da própria filha, que ao ver o noticiário sentiu a necessidade de fazer algo e questionou a mãe do porquê de não ajudar.

Ela conta que acompanhou a primeira viagem da filha, em dezembro de 2015. A segunda experiência de Gabriela foi em junho deste ano. E no final deste mês, Gabriela voltará para a Grécia e ficará lá por 50 dias. No primeiro semestre de 2017 Gabriela pretende trabalhar como voluntária em campos de refugiados na Grécia, França e Síria. Já no segundo semestre, a intenção da adolescente é trabalhar nos campos libaneses.

“Quando chegamos lá pela primeira vez, éramos as únicas brasileiras e a Gabriela era a voluntária mais jovem. Conhecemos pessoas de todo lugar, tinha dentista, médico, arquiteto, professor e universitários para ajudar como podiam. Todo o custo da viagem é nosso. Saiu do meu bolso, da minha mãe, irmã e doações de pessoas que resolveram ajudar, após as divulgações da minha filha”, conta Ketty.

Gabriela e a mãe criaram o “Flores para os refugiados”, iniciativa na qual elas vendem arranjos de flores em garrafas enfeitadas para arrecadar recursos para as viagens de trabalho voluntário que Gabriela continua fazendo. As experiências que vem adquirindo trazem a Gabriela, que quer cursar Psicologia, a certeza de querer trabalhar com crianças refugiadas.

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