Diabéticos podem perder a função renal

Segundo dados da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), mais de 14 milhões de pessoas têm Diabetes no Brasil e 72 mil morrem todos os anos no país. O número de portadores da doença vem crescendo mundialmente e estima-se que até 2030 este índice deva aumentar para mais de 550 milhões.

O diabetes, tanto do tipo I quanto do tipo II, compromete outros órgãos do corpo humano, como os rins. Em torno de 30% dos pacientes que fazem hemodiálise no Brasil, tiveram sua insuficiência crônica dos rins causada pelo diabetes. Nos Estados Unidos este índice atinge 60%.

A Nefropatia Diabética (ND) é uma das complicações que acomete os diabéticos. Ela leva a perda de proteínas na urina e tende a piorar com o passar do tempo, levando o paciente a Insuficiência Renal Crônica (IRC).

Para reduzir o risco de desenvolver a IRC causada pela diabetes, a médica nefrologista Dra. Céres Felski, da Fundação Pró-Rim – referência nacional em tratamento e transplantes renais -, alerta que o diabético deve manter um bom controle do açúcar no sangue; cuidar da pressão arterial e o uso correto de medicamentos conforme orientação médica.

A médica alerta que como a doença nos rins não apresenta sintomas precoces, é de extrema importância a realização periódica do exame de creatinina e o controle da glicemia. “Além de invisível, o processo de danificação dos rins é irreversível e pode progredir até converter-se em insuficiência renal crônica terminal”, finaliza.

Fatores de risco

– Idade igual ou superior a 45 anos

– História familiar de Diabetes Mellitus (pais, filhos e irmãos)

– Excesso de peso (IMC igual ou maior a 25Kg/m²)

– Sedentarismo

– Taxa de HDL-c (“bom” colesterol) baixa ou de triglicérideos elevada

– Hipertensão Arterial

– Diabetes Mellitus gestacional prévio

– Macrossomia ou história de abortos de repetição ou mortalidade perinatal

– Uso de medicamentos hiperglicemiantes: corticosteroides, tiazídicos, betabloqueadores

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