Estudos recentes revelam que entre 40 e 46% dos brasileiros apresentam algum grau de disfunção erétil

A impotência sexual ainda é vista como tabu por muitos homens, que se recusam a assumir o problema e fogem do assunto e conseqüentemente do tratamento. Porém,  a disfunção erétil é um problema mais comum do que se imagina. Estima-se que 4 a cada 10 homens no Brasil tenham essa dificuldade,  cerca de 40% estão entre os homens com mais de 50 anos.

Uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), mostra que 70% dos pacientes com  disfunção não pensam nem em buscar ajuda com um especialista. “O preconceito é o maior inimigo, pois a doença, quando diagnosticada precocemente, é mais fácil de ser tratada.  A vergonha afasta os pacientes dos tratamentos e impede que eles tenham acesso aos medicamentos ou até mesmo às cirurgias que podem reverter o caso, se necessário”, afirma o diretor do Instituto Paulista, cirurgião geral e vascular e andrologista, Dr. Carlos Augusto Araújo.

Estudos recentes revelam que entre 40 e 46% dos brasileiros apresentam algum grau de disfunção erétil. Apenas 20% dos que sofrem com disfunção não obtêm resultados com  tratamentos medicamentosos. “A ereção ocorre quando a primeira camada dos vasos sanguíneos libera substâncias que dilatam os vasos, permitindo a passagem do sangue nos corpos cavernosos. Quando há alguma lesão nessa camada, seja por diabetes, tabagismo ou pressão alta, os vasos não dilatam e o sangue acaba não chegando ao pênis, o que impede a ereção”, acrescenta o andrologista.

As causas da disfunção erétil podem ser orgânicas ou psicogênicas. Na orgânica, ela é ocasionada por lesões nas artérias, veias e nervos ou pelo uso de drogas, bebidas alcoólicas e cigarros. Já na psicogênicas, a impotência acontece pelo  excesso de ansiedade, estresse e alto nível de adrenalina, que fecham os vasos sanguíneos impedindo a circulação do sangue.

Sintomas

Ainda de acordo com o Dr. Araújo, alguns sintomas já podem indicar a disfunção, tais como, problemas em alcançar ou manter a ereção ocorrendo pelo menos uma entre quatro vezes em que se tenta manter relações sexuais; ereções difíceis pela manhã; aumento do tempo normal para se ter uma ereção; perda de ereção em certas posições ou ao colocar o preservativo e alcançar o orgasmo ou ejacular muito rapidamente.

Tratamentos

“Muitos homens se acostumam com a doença e acham que os remédios que provocam a ereção bastam para resolver o problema quando, muitas vezes, eles apenas mascaram. Ao decidir lidar com a disfunção, a qualidade de vida do homem já melhora. Hoje os tratamentos são muito eficientes, até mesmo para casos mais avançados como os de pacientes que passaram por problemas na próstata e precisaram de intervenção cirúrgica”, completa o Dr. Carlos Araújo.

Os medicamentos disponíveis para tratar a disfunção erétil, como a vardenafila (princípio-ativo do Levitra®), revolucionaram a história do tratamento da doença.  Hoje também existem injeções intracavernosas e próteses penianas. Muitos homens que sofrem de disfunção erétil são afetados psicologicamente, mesmo que a causa seja de origem física. Por isso, o aconselhamento psicoterápico pode ajudar.

“A terapia de injeção intracavernosa é o tratamento não cirúrgico mais eficaz para disfunção erétil e sugerido quando medicamentos via oral não são eficientes. O maior problema desse tipo de tratamento é ser invasivo e tem potencial para causar priapismo, ereção excessivamente prolongada, porem indicado em muitos casos”, conclui.

O implante peniano implica na substituição do mecanismo de ereção natural do corpo por um sistema de ereção artificial. Hoje já existem vários tipos de próteses , há implantes articuláveis  e também implantes formados por um sistema inflável em que o pênis fica ereto ou perde a ereção controlado por um dispositivo hidráulico de transmissão de pressão.

Estudos comparativos mostram que os implantes tem índices de satisfação acima dos outros tratamentos, inclusive em casos mais complexos como o de câncer na próstata.  Cerca de 93% dos pacientes com implantes estão moderadamente ou totalmente satisfeitos, já aproximadamente 51% dos pacientes que utilizam tratamentos via oral estão parcialmente ou totalmente satisfeitos e 40% dos pacientes com auto-aplicações estão moderadamente ou totalmente satisfeitos.

“Os resultados favoráveis tem diminuído o preconceito com as próteses. Há muitos benefícios com o implante. Ele permite o retorno a um vida sexual normal; oferece uma solução a longo prazo; ereção duradoura e relação quando desejar; elimina os gastos com medicamentos , além de não interferir na ejaculação ou no orgasmo”, finaliza o especialista. <paloma@emidiacomunicacao.com.br>

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