Implante de anéis intraestromais é opção de tratamento ao ceratocone

O diagnóstico de ceratocone é comumente encarado com preocupação pelos pacientes. Mas embora seja uma doença delicada, que provoca alterações significativas na córnea, existe hoje uma série de recursos que garante tratamento para a grande maioria dos casos, evitando a necessidade de transplante de córnea. Segundo a oftalmologista Tania Schaefer, da Clínica Schaefer, de Curitiba, muitas vezes a indicação de óculos ou de lentes de contato já são eficazes para garantir uma boa acuidade visual. Além disso, novas técnicas cirúrgicas têm sido adotadas com sucesso para muitos pacientes. É o caso do implante de Anéis Intraestromais, feito em ambiente cirúrgico.

Em termos gerais, o ceratocone pode ser descrito como uma doença hereditária, que inicia geralmente na puberdade, com evolução até os 35 anos de idade. Ela provoca um afinamento e deformação da córnea. O resultado é uma degeneração da córnea que resulta em um astigmatismo irregular progressivo. “Por conta destas mudanças estruturais, a córnea se torna não apenas mais fina, mas também passa a apresentar um formato mais cônico”, explica Tania Schaefer.

O exame oftalmológico é o ponto de partida para o diagnóstico e a partir dele é possível definir o tratamento adequado para cada caso. Para cerca de 80% dos portadores de ceratocone, o tratamento é feito com óculos ou com lentes de contato. No entanto, a evolução da doença não segue um padrão, sendo diferente em cada paciente. “É importante assinalar que apenas 8% dos pacientes vão apresentar um caso grave de ceratocone, sendo necessário o transplante de córnea. Para a grande maioria dos casos há opções efetivas de tratamento”, reforça a oftalmologista.

Exames clínicos vão demonstrar quais são os pacientes que se beneficiam da adaptação de lentes de contato gelatinosas, rígidas e híbridas para controlar o ceratocone. Para quem apresenta intolerâncias às lentes comuns, uma opção são as lentes esclerais. Produzidas em materiais especiais que respeitam a fisiologia da córnea, elas são consideradas a grande esperança da oftalmologia como recurso não invasivo. A adaptação das lentes esclerais vem apresentando excelentes resultados clínicos. Entre as vantagens do tratamento está o conforto dos pacientes e melhora instantânea da visão.

Quando optar pelos Anéis Intraestromais
Mas quando essas medidas não trazem resultado satisfatório, outros artifícios podem auxiliar na regularização da superfície ocular, melhorando a visão dos pacientes. Um dos procedimentos que pode ser recomendado pelo médico oftalmologista é o uso de Anéis Intraestromais. Trata-se de um dispositivo que é implantado no estroma corneano, com o objetivo de regularizar as deformações corneanas causadas por doença do tecido, para corrigir ou diminuir os erros de refração associados.

A cirurgia é realizada com auxílio de microscópio e, mais recentemente, vem sendo utilizado um laser que confecciona o túnel onde se implantará os anéis. No centro cirúrgico o paciente não fica mais que 40 minutos e a recuperação é rápida. Além disso, o procedimento é indolor e a anestesia é tópica (colírio anestésico).
“O material dos Anéis Intraestromais é comprovadamente inerte e biocompatível, sendo portanto bem aceito sem causar inflamações. Após a cirurgia é colocada uma lente de contato como curativo. Ao paciente são prescritos colírios antibióticos e antiinflamatórios. O retorno às atividades habituais ocorre após alguns dias”, explica Tania Schaefer.

Caso necessário os Anéis Intraestromais podem ser removidos e a córnea retoma suas dimensões originais pré-implante. Eles também podem ser substituídos ou reposicionados. Os resultados se mantêm ao longo do tempo e a integridade do órgão é preservada.

Mecanismos de ação dos Anéis Intraestromais
– Remodelamento corneano por adição de tecido: preserva a integridade corneana;
– Regularização topográfica e correção refrativa preservando a forma prolata natural: reduz as aberrações ópticas, melhora a acuidade visual e a tolerância às lentes de contato;
– Deslocamento do ápice corneano para o centro pupilar;
– Estabilização da ectasia corneana: retarda o transplante de córnea por tempo indeterminado.

O exame oftalmológico é o ponto de partida para o diagnóstico (Bebel Ritzmann)
O exame oftalmológico é o ponto de partida para o diagnóstico (Bebel Ritzmann)

Serviço
Oftalmologista Tania Schaefer (CRM-PR 5416/CRM-RJ 17335)
Site: http://www.schaefer.com.br
Clínica Schaefer Oftalmologia e Neurologia
Endereço: Avenida Getulio Vargas, 2932, Água Verde, Curitiba/PR
Fone: (41) 3027-3807

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