HNSG promove confraternização com pacientes transplantados e equipe médica

Para muitas pessoas o transplante de órgãos é a única chance de se manter vivo. O sucesso do procedimento é responsável por acabar com a angústia e devolver a alegria a pacientes e familiares.
Por isso, para comemorar a vida e promover a troca de experiências, no próximo dia 8 (quinta-feira), às 13h30, o Serviço de Transplante Hepático do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), promoverá pelo quinto ano consecutivo, uma confraternização no hospital, com o propósito de reunir pacientes que transplantaram na instituição, familiares e equipe médica.
De acordo com a Central de Transplantes do Estado, 174 transplantes de fígado foram realizados no Paraná até outubro deste ano – sendo 24, realizados pelo Serviço de Transplante Hepático do HNSG, que ultrapassou neste ano, a marca de mais de 100 transplantes realizados no Hospital. Como reconhecimento do seu trabalho recebeu recentemente da Central de Transplantes do Paraná o selo de qualidade em transplantes. "Os resultados demonstram uma sobrevida de 80% dos pacientes transplantados, um índice equiparado a padrões internacionais", comemora o cirurgião geral do Graças, Dr. Eduardo Ramos.
De acordo com o cirurgião as principais causas para o transplante de fígado são a cirrose, complicações decorrentes de uso de álcool e doenças graves como hepatite C e B. A ordem da fila de espera é definida pela gravidade da doença - quanto mais grave, mais cedo o paciente deverá receber o órgão. “No caso do transplante hepático, os pacientes com hepatite fulminante têm prioridade”, explica o cirurgião.
Critérios para a doação

Os critérios para ser doador são– não apresentar doença maligna ou infecção generalizada, não ter doença transmissível ou ser usuário de drogas. Para que o procedimento seja realizado, doador e receptor devem ter o mesmo tipo sanguíneo e o tamanho do órgão deve ser compatível. O transplante pode ser realizado em intervivos - quando retira-se uma parcela do fígado de um doador vivo, ou cadavérico, quando o fígado vem inteiro de um doador com morte encefálica. “Normalmente preferimos o cadavérico, mas com a falta de órgão acabamos muitas vezes tendo que realizá-lo com doadores vivos, geralmente parentes”, destaca o chefe do Serviço de Transplante Hepático do HNSG, Júlio Coelho.
De acordo com o médico Eduardo Ramos, o número baixo de doadores é fruto da falta de informação da população. “Quando há um paciente com morte cerebral na UTI, muitas vezes os familiares não fazem a doação dos órgãos por acreditarem que possa ter chance de recuperação, por questões religiosas, preconceito ou incerteza sobre a aprovação do paciente”, conta o médico. O especialista explica que quando acontece a morte cerebral, o paciente não tem chance de recuperação. “Informação como esta é importante, por isso a comunidade deve ter conhecimento sobre a doação de órgãos. Se a família sabe da vontade do paciente aceitará a doação", esclarece.

 

imprensa@hnsg.org.br

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Talvez você se interesse por estes artigos

Referência nacional em mobiliário de alto padrão, a Saccaro segue seu plano de expansão com a abertura de mais uma franquia no exterior, agora em Assunção, no...
Nesta quinta-feira, 25, o lago da Universidade Positivo será palco de uma competição diferente. Alunos do curso de Engenharia Civil vão testar seus conhecimentos na...
Fechar Menu