Leite materno: é preciso doar mais

O leite materno é o melhor alimento para crianças até dois anos de vida. Os benefícios da amamentação são inúmeros, já que provoca menos cólicas e possui uma vacina natural que protege a criança contra anemia, alergias e infecções. Embora o Brasil seja referência no mundo quando se trata de números de aleitamento materno, registrando uma taxa de 41% de crianças amamentadas, ainda são poucas as mães que doam leite para os bancos de hospitais. Em 2016, apenas 100 mil mulheres doaram leite no Brasil.

O leite doado para os bancos é destinado a crianças órfãs ou a filhos de mulheres que não desenvolvem a produção de leite ou possuem uma doença que as impedem de amamentar. “A doação é muito simples e pode ser feita quantas vezes a mulher desejar. O único requisito é a realização de um exame do sangue da mãe para a verificação de doenças como hepatite e HIV que podem ser transmitidas através do leite”, afirma a endocrinopediatra, Dra. Myrna Campagnoli, do Laboratório Frischmann Aisengart. As mães podem retirar o leite em casa e conservá-los em um frasco de vidro na geladeira até encaminhá-los ao banco.

Depois disso, o leite doado passa por  várias etapas de tratamento e processo de pasteurização no banco, antes de ser destinado à outra criança, o que garante a segurança do alimento. Depois de pronto, o leite é encaminhado às famílias e pode ser refrigerado para uso em até 15 dias. Todas as crianças devem ser amamentadas com leite materno até o mínimo de 6 meses de idade. “Apenas os recém-nascidos com intolerância congênita à lactose devem receber outro tipo de alimento. Para identificar a intolerância, deve-se realizar o teste de LCT com uma amostra de sangue”, reforça a médica.

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Paula Batista

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