No Paraná, mais de 700 crianças terminam o ano educadas financeiramente

Neste final de ano, mais de 700 crianças de quatro escolas particulares de Curitiba, Maringá e Ponta Grossa entram em férias educadas financeiramente. Em todo o Brasil, são mais de 400 mil. Após terem aulas de educação financeira nas escolas, elas já sabem a importância de poupar dinheiro para realizar seus sonhos no futuro.

A cultura brasileira é voltada ao consumismo e ao endividamento e sofre, por consequência, com a inadimplência. A fim de mudar essa realidade, aproximadamente 800 escolas particulares adotaram no primeiro semestre deste ano o Programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas – sem contar as públicas e as que utilizam material paradidático sobre o tema.

“Há quem pense que as crianças não têm discernimento para lidar com finanças, porém notamos que com 4, 5 ou 6 anos elas já reconhecem o dinheiro como um meio para realizar sonhos. Isso nos faz acreditar em uma nova geração de pessoas independentes financeiramente, mais realizadas e felizes”, relata o mentor da Metodologia DSOP e presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos.

A educação financeira não se restringe apenas aos alunos. Os professores são capacitados para dominar e então disseminar o tema, e também os pais assistem palestras e têm acesso a cursos online gratuitos. Dessa forma, a mudança comportamental é trabalhada em toda a comunidade.

“Em muitos casos, os filhos são os principais responsáveis pela mudança de comportamento dos pais”, lembra Domingos. “Eles saem da teoria e aprendem na prática a poupar dinheiro e, em poucos meses, realizam seus primeiros sonhos. A educação financeira transforma realidades e gera confiança para o futuro”, diz.

 

Conheça os principais benefícios para as crianças em aprender educação financeira em sala de aula: 

  1. Criança educada financeiramente se torna menos consumista – É motivada a poupar mensalmente para realizar seus sonhos e abandona a ideia de realização pessoal por meio do consumismo;
  1. Aprende a estabelecer e alcançar objetivos – É encorajada a ter, pelo menos, três sonhos sempre em mente, a serem conquistados em prazos diferentes: curto, médio e longo;
  1. Começa a economizar em casa – A criança toma consciência de que manter luzes acessa ou televisores ligados sem necessidade gera desperdício de recursos naturais e financeiros;
  1. Fica menos exposta a publicidade – Ela passa a consumir de forma consciente, pois compreende que as compras dependem de seus objetivos e não de promoções de produtos estarem “na moda”;
  1. Criança educada financeiramente é menos egoísta – Aprende a importância do compartilhamento, doação, reciclagem e passa a se preocupar com questões sociais e ambientais;
  1. Motiva a família – Os novos comportamentos da criança são exemplos para pais e responsáveis, que aprendem conceitos de educação financeira e mudam seus comportamentos;
  1. Leva a educação financeira para sua juventude e vida adulta – A infância é fase mais propícia para ser educado financeiramente, pois é mais fácil construir hábitos saudáveis do que modificá-los no futuro.

 

Fonte: DSOP Educação Financeira  <rayane.santos@dsop.com.br>

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