Check-up cardiológico pode ajudar no combate a doenças

Neste início de ano, mais de 9 mil pessoas já morreram por causa de problemas cardíacos

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia alertam que, nos primeiros dias de 2017, as mortes ocasionadas por doenças cardíacas já passam de nove mil no país. Em 2016, mais de 349 mil pessoas morreram em decorrência de problemas cardiovasculares. Para ajudar no combate a essas doenças, consultas periódicas ao cardiologista e um check-up completo devem ser realizados a partir dos 18 anos.

O diretor da Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC), Dr. André Langoviski, ressalta que, assim como em outras áreas de prevenção às doenças e cuidados com a saúde, a mulher é quem mais faz check-up. “Isso é natural, pois a mulher já se habituou a fazer o preventivo anualmente e, geralmente, o ginecologista se torna seu ‘clínico geral’. Já o homem não tem o costume de procurar o médico com o intuito de prevenção. Só procura um especialista quando não se sente bem ou quando é a própria esposa quem marca a consulta para ele”, observa.

O cardiologista explica que o acompanhamento periódico é importante devido a problemas que, na maioria das vezes, não apresentam sintomas, como o colesterol elevado. “Os exames ajudam no diagnóstico de doenças silenciosas, como a hipertensão e a diabetes, que não demonstram sinais evidentes e podem levar à morte”, alerta.

Para fazer o check-up, além da consulta detalhada que inclui uma conversa sobre os hábitos dos pacientes, é necessária a realização de alguns exames. “Caso seja observada, por exemplo, uma pressão arterial com elevações intermitentes, o cardiologista pode solicitar um monitoramento de pressão de 24h”, exemplifica. Entre os mais exames mais pedidos estão o eletrocardiograma, teste de esforço, radiografia de tórax ou ecocardiografia.

Mas, pouco adianta fazer o check-up se o paciente não adotar hábitos saudáveis em seu dia a dia. “De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que ¾ da mortalidade cardiovascular pode ser diminuída com alterações no estilo de vida da população, portanto, essas modificações são fundamentais”, salienta o diretor Científico da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Dr. Silvio Henrique Barberato.

Fazer exercícios físicos, não fumar e ter uma alimentação balanceada ajudam a ter uma vida mais saudável e evitam problemas cardíacos, ortopédicos e depressão, diz Dr. Barberato. “As pessoas, muitas vezes, buscam uma ‘pílula mágica’ que resolva todos os seus problemas de colesterol, pressão alta, diabetes e depressão; porém, se o paciente adota hábitos saudáveis, deixa de fumar, controla o peso e faz atividade física, pode ocorrer uma significativa melhora da autoestima e da qualidade de vida. Quem passa por essa experiência, não quer voltar ao que era antes”, frisa o cardiologista.

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