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“É preciso acabar com o mito de que a carne suína é prejudicial à saúde”, afirma analista

Especialista da Quimtia no Brasil comenta sobre a cadeia produtiva dos suínos, uma das principais responsáveis pelos tabus da espécie, e aborda as várias qualidades da carne.

Uma das carnes mais saborosas da culinária internacional, a suína, vem se tornando também a favorita nas mesas da maioria dos países. Um levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a USDA (United States Departamento of Agriculture), mostra que 42,9% da carne consumida no planeta vêm da suinocultura. Entretanto, mesmo com tanto favoritismo no mundo, em alguns países, como o Brasil, certos tabus envolvendo a cadeia produtiva dos animais colocam em risco o consumo da carne.

De acordo com a analista técnica de assuntos regulatórios da Quimtia no Brasil, Melisa Fructuoso, grande parte da população brasileira passou a acreditar que a carne suína era de má qualidade devido aos mitos envolvendo a forma de criação dos animais, como mantê-los soltos e com poucos cuidados sanitários.

“Por conta dessa crença antiga, passou-se a acreditar que a carne suína era de má qualidade e que poderia trazer muitos problemas a saúde. Por isso é necessário acabar com o mito de que a carne suína é prejudicial à saúde”, comenta.

Para acabar de vez com estes mitos, e até mesmo melhorar o conceito sobre a qualidade da carne suína, inúmeras estratégias vem sendo adotadas ao longo dos últimos anos por associações e produtores do setor, que tem como objetivos, ainda, aumentar o consumo per capita e ressaltar a qualidade dos alimentos oriundos da suinocultura, como a qualidade e sabor desta excelente fonte proteica.

“O que percebemos é que cada vez mais a cadeia produtiva dos suínos está se intensificando. Hoje, grande parte dos criadores adota um sistema de criação fechado, que permite maior controle sanitário como desinfecção, higienização e vacinação dos animais”, comenta. “Nutricionalmente falando, a carne suína possui uma grande quantidade de vitaminas do complexo B e minerais, sendo que alguns cortes como filé mignon, lombo, bisteca, pernil, entre outras, são considerados tão ou mais nutritivos do que a carne de frango”, acrescenta Melisa.

Mudança de hábito

Nos últimos anos o consumo de carne suína pelos brasileiros teve um aumento, atingindo inéditos 14,5 Kg per capita. Para Melisa, mesmo que abaixo do desejado, existe um crescimento tímido pela procura à carne suína no Brasil, o que pode servir de parâmetro para avaliar a mudança na preferência sobre o tipo de carne na mesa dos brasileiros, “Sem dúvidas, além das adoções de novas estratégias de marketing e a tecnificação do sistema, o uso de uma nutrição de precisão se torna uma ferramenta indispensável, pensando sempre no fortalecimento do setor”, finaliza.

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