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Erva-mate e cultura indígena na mixologia do Armazém Santo Antônio

Internacionalmente reconhecido, o mixologista Rogério Rabbit assina o novo espaço de drinks do Armazém Santo Antônio: a Sala Tapii’ tea, dedicada ao chá mate. A “erva sagrada” dos indígenas guaranis é inspiração para a nova safra de coquetéis da casa e deste espaço, que traz bebidas com e sem álcool, funcionando nos mesmos horários do restaurante.

“O ambiente foi criado com o objetivo de valorizar a relação dos povo indígenas com a erva-mate, dando visibilidade ao apagamento histórico da cultura do mate enquanto originária do povo Guarani, além de criar novas experiências reposicionando a planta no cenário gastronômico da mixologia”, conta Rabbit. A ideia acompanha uma safra de novos pratos da casa que traz toques de mate.

Na carta de drinks, são 15 criações autorais de Rabbit. “É uma oportunidade de viver e sentir essa nova experiência gastronômica, através dos pratos desenvolvidos pelo chef Giuliano Hahn e das novas bebidas, valorizando frutos da nossa terra”, comenta. O trabalho, pioneiro, nasceu de muita pesquisa e busca pelas raízes de bebidas ancestrais da cultura brasileira pré-colombiana.

“Nasci em Santos, mas escolhi o Paraná para morar. A partir daí comecei a pesquisar um dos grandes símbolos do estado, o mate”, conta Rabbit, que é descendente de indígenas do litoral de São Paulo. “O resultado é uma carta que traz drinks autorais e releituras para clássicos da coquetelaria mundial, levando como ingrediente combinado a outras infusões de plantas, raízes e ervas aromáticas”. Rabbit deixará a posição de bartender, fixa no balcão, para circular pelo salão, conversar com os clientes, orientar e sugerir harmonizações com as comidas. “A ideia é atuar também como um ‘tea sommelier’, ou sommelier de chá”.

Drinks com erva-mate

O cardápio traz uma mistura de ingredientes tradicionais e diversos tipos de chá. Entre os coquetéis estão opções como o Tapii’ tea Soul (aguarden-tea e vermu-tea maturados em barril de madeiras encontradas no Brasil, infusão de chá Dilmah, adoçado levemente com mel de abelhas nativas do Paraná e espumante rosé), Kur’ Yt’ Yba (vermu-tea maturado em barris de madeiras encontradas no Brasil levemente adoçado com licor de pinhão paranaense) e o Kagiji (vermu-tea maturado em barril de madeiras encontradas no Brasil perfumada com sementes de cumaru e batata doce em infusão de cascas de frutas cítricas, hibisco e rosa mosqueta). Aguarden-tea e vermu-tea são versões de Rabbit para a aguardente e o vermute, com maturação feita por ele mesmo.

“Resgatamos a tradição de bebidas fermentadas feitas de batata doce preparada pelas índias guaranis mais jovens aos visitantes que chegam à aldeia”, conta Rabbit. “Já a infusão vem da Loja do Chá Tee Gschwendner, de São Paulo, e contou com curadoria e participação da maior especialista brasileira neste assunto: Carla Saueressig, Tea Sommelier e proprietária da Loja do Chá que esta há mais de 20 anos neste setor”.

SpriTea

Clássicos brasileiros e mundiais renascem em novas roupagens, o Spri-Tea, lembrando um Spritz, feito com vermu-tea maturado em barril de madeiras encontradas no Brasil, perfumado com mimosa e espumante rosé. Outra pedida surpreendente é Curi-Tea-Ba, aguarden-tea maturada em barril de madeiras encontradas no Brasil perfumada com óleo de bergamota, lavanda e pérolas de tapioca em infusão de chá preto da Índia. Este último ingrediente também é assinado pela Loja do Chá Tee Gschwendner, adoçada levemente com mel de abelhas nativas do Paraná.

Para quem não bebe álcool, há o Tea-Tea-Tea, sequência de três chás, de três regiões e três tipos diferentes. “É uma experiência sensorial incrível para o público descobrir a “erva sagrada” dos indígenas guarani”. O preço é único para todas as opções: R$ 29. O cliente também tem a opção de colaborar com a comunidade indígena de Kuaray Haxa, da região de Guaraqueçaba, deixando R$1 opcional.

A Causa

Os clientes poderão adquirir várias peças de arte indígena escolhidas com a curadoria de especialistas. Entre os curadores estão Sandra Corbari e Marcus Paiva, da loja Xondaro Arte Indígena, o professor e antropólogo Ricardo de Campos Leinig e o escritor Daniel Conrade, autor da obra “A arte Guarani-Mbya de Guaraqueçaba, aldeia Kuaray Guata Porã”.

ARMAZÉM SANTO ANTÔNIO

ENDEREÇO: Rua Solimões, 344 – São Francisco, Curitiba, PR.
FUNCIONAMENTO: Almoço: Sábados, Domingos e Feriados, das 11h30 às 15h30. Jantar: De Terça a Sábado, das 19h30 às 23h30.
INFORMAÇÕES: (41) 3077-5505 | www.armazemsantoantonio.com.br
CAPACIDADE: 80 lugares

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