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Exercícios de fono ajudam na recuperação da paralisia facial

Acordar com metade da face ou mesmo todo o rosto sem movimentos é mais comum do que muita gente imagina e assusta muitas pessoas todos os anos. A paralisia facial pode atingir homens e mulheres em qualquer idade, inclusive crianças, mas a maior incidência costuma ser entre as pessoas acima de 40 anos. Sua cura depende da extensão e das complicações sofridas no nervo facial, mas, de modo geral, o prognóstico é bom e a recuperação é mais rápida se diagnosticada no início. Os tratamentos incluem uso de medicamentos, fisioterapia, acupuntura e fonoaudiologia.

A doença ocorre quando o nervo facial sofre algum tipo de alteração, tanto de causas inflamatórias, traumáticas, metabólicas ou tumorais. Segundo a fonoaudióloga Paula Brito, a paralisia facial que mais acomete as pessoas está relacionada a uma manifestação do vírus herpes simples no corpo, conhecida como Paralisia de Bell. Normalmente ela ocorre durante o sono, mas os sintomas podem ser percebidos lentamente ao longo do dia por meio de dores na face, pescoço e ouvido, formigamentos faciais, alteração gustativa da língua, lacrimejamento em excesso e mudança na expressão de um dos lados do rosto com dificuldades para levantar as sobrancelhas, fechar os olhos e boca torta.

O nervo leva para o rosto os impulsos neurológicos do cérebro responsáveis pela movimentação dos músculos, da sensibilidade da face e parte da língua. A doença pode ser causada por vários fatores como traumatismos ou procedimentos cirúrgicos onde os nervos responsáveis pela movimentação são atingidos, bem como sequela de AVC (acidente vascular cerebral ou derrame), cirurgia da glândula parótida (glândula da salivação), doenças metabólicas (diabetes), mulheres grávidas- principalmente no último trimestre da gestação-, extração ou cirurgia dentária que possa ocorrer algum trauma no nervo facial ou infecções do ouvido (otites), tumores próximo ou no próprio nervo, exposição a choque térmico (mudança de temperatura) e inflamação causada pelo vírus do herpes simples.

Normalmente o diagnóstico é feito por meio dos sinais clínicos, porém, em casos específicos, o neurologista, otorrinolaringologista e oftalmologista podem solicitar exames de ressonância magnética, tomografia, eletroneuromiografia e até exames laboratoriais. “Algumas pessoas confundem esta doença com o AVC, que é uma alteração neurológica que pode trazer dificuldades de movimentos não somente faciais, mas em outras partes do corpo, além de sequelas cognitivas e de fala. Já a paralisia facial fica restrita a perda de movimentos e sensibilidade da região do rosto”, garante Brito.

Quando acometidos pela paralisia facial, alguns pacientes podem apresentar dificuldades para mastigar, falar, conter a saliva na boca e necessita redobrar os cuidados com os olhos, uma vez que o reflexo de piscar fica comprometido e o olho resseca com mais facilidade. Para isso é fundamental o uso de colírios indicados pelo médico oftalmologista. “Notamos também um aumento de casos nos últimos meses e esta tendência pode estar também ligada ao estresse”, conclui Brito.

O trabalho da fono é muito importante e consiste na avaliação da movimentação, funcionamento e sensibilidade da musculatura facial, aplicação de técnicas de massagens estimulantes, exercícios musculares e funcionais como mastigação, deglutição, sucção, respiração e articulação da fala. A cura depende da extensão e das complicações sofridas no nervo facial. De modo geral, o tempo de tratamento depende de cada caso, mas geralmente quando diagnosticado e tratado no início, a recuperação é rápida e com menos chances de apresentar sequelas.

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