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J.D. Salinger é destaque da edição de janeiro do Cândido

A primeira edição de 2017 do jornal Cândido, editado pela Biblioteca Pública do Paraná, traz um especial sobre o escritor norte-americano Jerome David Salinger (1919-2010), autor que se notabilizou com o romance O apanhador no campo de centeio (1951). O protagonista da longa narrativa, Holden Caulfield, se tornou um espelho para leitores de diversos países pelo fato de expor o desconforto que todos sentem ao serem expulsos da infância rumo às incertezas da vida adulta. A linguagem fluente e coloquial é outro destaque da obra, um clássico literário que se firmou praticamente desde a sua publicação.

O jornalista Roberto Muggiati assina um ensaio em que comenta o que pode acontecer com o legado de Salinger. “Até morrer em 2010, aos 91 anos e 26 dias, Salinger foi o mais zeloso guardião de sua obra. Com seu desaparecimento, começaram as especulações de que pudesse ocorrer um relaxamento da sua proibição taxativa de transformarem seus livros em filmes e de que também viessem à tona alguns dos textos que alegava escrever diariamente no seu bunker de Cornish, New Hampshire”, diz trecho do texto. Muggiati também traz à tona especulações sobre possíveis novos lançamentos com a assinatura de J.D. Salinger, como um volume com cinco novas histórias sobre os sete irmãos da família Glass e um manual de histórias sobre o ramo religioso hinduísta Vedanta, incluindo contos e parábolas.

Obra revisitada

Já o escritor, crítico literário e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luís Augusto Fischer analisa características da obra de Salinger, um dos poucos autores que o estudioso gaúcho diz reler. Fischer costuma afirmar que Salinger nunca conta uma história, pura e simplesmente, uma vez que o procedimento do escritor oscila entre dois ou três planos, com um empenho descritivo notável — o que pode ser constatado lendo, e relendo, textos dos livros Nove estórias(1953), Franny e Zooey (1961) e Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira (1963).

Outro destaque do Cândido 66 é a transcrição do bate-papo com o escritor, dramaturgo, ator, roteirista e poeta Mário Bortolotto. Londrinense radicado em São Paulo, ele participou de uma edição do projeto “Um Escritor na Biblioteca”, com mediação do jornalista Omar Godoy — o jornal também publica dois contos de Bortolotto.

Mariana Alves participa da seção Cliques em Curitiba e, no Perfil do Leitor, a trajetória de leitura de Charles Gavin, ex-baterista dos Titãs, atualmente na banda Panamericana e apresentador do programa O som do vinil, exibido pelo Canal Brasil. Entre os inéditos, contos de Diego Moraes, poemas da irlandesa Moya Cannon traduzidos por Luci Collin, uma narrativa de Cristiano Castilho e um poema de Antonio Cescatto.

Serviço
O Cândido tem tiragem mensal de 10 mil exemplares e é distribuído gratuitamente na Biblioteca Pública do Paraná e em diversos pontos de cultura de Curitiba. O jornal também circula em todas as bibliotecas públicas e escolas de ensino médio do Estado. É enviado, via correio, para assinantes a diversas partes do Brasil. É possível ler a versão online do jornal em www.candido.bpp.pr.gov.br. O site também traz conteúdo exclusivo, como entrevistas, vídeos e inéditos.

Imprensa – BPP

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