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Tatuagem: dermatologista destaca os cuidados que precisam ser tomados antes e depois de fazer

No período em que a cidade está cheia de profissionais, fornecedores e amantes das cores e linhas traçadas no corpo, a dermatologista Livia Pino faz importantes recomendações e alertas sobre a importância da informação e do acompanhamento por especialistas de todos que queiram fazer tatuagem. É que o Rio de Janeiro recebe entre os dias 13 e 15 de janeiro a Tattoo Week 2017, uma das mais importantes convenções do setor no país.

“Primeira coisa antes de decidir-se por fazer uma tatuagem é pensar que trata-se de algo definitivo e, justamente por isso, deve ser feito por profissional especializado, que utilize tintas certificadas e material esterilizado, afinal, pode ser porta de entrada para contaminação de doenças como hepatite C e HIV. Além disso é preciso avaliar o lugar que vai ser feito o desenho. Nós recomendamos que a tatuagem nunca seja feita sobre sinal ou pinta. Porque se algum dia aquele sinal transformar-se num melanoma, a tatuagem irá esconder e dificultar o diagnóstico”, destaca a dermatologista Livia Pino, professora da Universidade de Valença.

Outro alerta que a médica faz é que se a pessoa estiver com alguma doença grave, o desenho deve ser adiado: “Pedimos que o paciente primeiro se recupere. A tatuagem é uma intervenção estética e deve-se estar com a saúde em dia para para evitar qualquer problema”.

Quem tem histórico de queloide, de cicatrização ruim, deve ter atenção redobrada, afinal a tatuagem é um tipo de trauma na pele e a cicatriz pode gerar uma marca. Aqueles que possuem algum histórico de alergia a corante e pigmentos tem que tomar cuidado redobrado. Uma vez lá, o corante não pode ser retirado da pele.

“Um dos mitos que as pessoas se apegam é que se houver arrependimento quanto à tatuagem o desenho pode ser retirado com laser. Fundamental a consciência de que o laser não retira totalmente o pigmento. Ele parte o pigmento que está dentro da pele em vários micropedacinhos e o sistema linfático elimina, mas nem sempre consegue tirar tudo. E a pele nunca volta 100% ao normal. É alta a chance de ficar meio borrada e com leve cicatriz”, explica a especialista.

Cuidados pós-tatuagem – Decisão tomada, desenho e profissional escolhidos, é fundamental seguir à risca as recomendações. O plástico filme – curativo oclusivo colocado após o procedimento – deve ser trocado com a higiene adequada e não pode ficar mais que dois dias sem a substituição.

“A ligeira inflação, com vermelhidão, sensação de dor e inchaço, são efeitos normais e dependem de cada pessoa, da área do corpo, do tamanho da tatuagem e quantas cores foram utilizadas. Em geral, passam em uma semana. Mais que isso é recomendado procurar um dermatologista para investigar a inflamação”, informa Livia Pino, que diz que é recomendável a utilização de pomadas de barreira com ação antibiótica.

O temido sol – “Não podemos perder de vista que a tatuagem é uma agressão temporária à pele e, por isso, a área precisa estar especialmente protegida do sol; que pode interferir na cicatrização e na fixação dos pigmentos”.

A médica confirma que toda tatuagem é fagocitada pela pele, nome técnico do processo natural do organismo de eliminação dos fragmentos de tecido; mas que pode ser acelerado pela exposição solar e pelo envelhecimento, o que gera o efeito de borrado nas tatuagens com o passar do tempo.

Livia Pino é médica dermatologista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, tem pós-graduação em Dermatologia pela Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Livia atua ainda como professora da Faculdade de Medicina de Valença e Preceptora do ambulatório de Pós-Graduação em Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Visite: www.liviapino.com.br

naila.oliveira@domcom.com.br

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