Curta o carnaval sem descuidar da saúde

Com a chegada do Carnaval é importante reforçar algumas medidas preventivas para não perder a folia e nem ter uma ‘dor de cabeça’ lá na frente.  Por isso, campanhas educativas, prezando pelo bem-estar e saúde dos foliões surgem como uma forma de alerta.

Quem nunca se automedicou depois de sentir aquela dor de cabeça pulsante ou um enjoo durante ou depois a festa de carnaval? Tomar medicamentos por conta própria nesta situação é comum e perigoso, pois todos os medicamentos apresentam efeitos adversos, conforme alerta a médica do laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli.

“A maioria dos quadros de dor de cabeça é momentânea, causados pelo excesso de comida e bebida, pouco sono, muito tempo ao sol, dentre outros fatores, e pode ser tratada com uma única dose de analgésicos simples, de preferência sem ácido acetil salicílico. No entanto, dores de cabeça associadas a outros sintomas como febre ou dor no corpo, por exemplo, ou aquelas que não melhoram na primeira dose da medicação habitual associada à boa “receitinha de mãe” (muito líquido, alimentação leve e repouso) devem ser sempre analisadas por um médico”, explica.

Doses altas de paracetamol, analgésico comum e amplamente utilizado em casos de dor de cabeça, podem ser muito tóxicas para o fígado, por exemplo. Anti-inflamatórios, por sua vez, podem gerar gastrite, hemorragias e até insuficiência renal. Medicamentos com ácido acetil salicílico (AAS/aspirina) alteram a coagulação e podem agravar as doenças virais. “Portanto, mesmo as medicações de venda livre devem ser usadas sempre com orientação médica, para que não haja problemas de dosagem, reações colaterais e interações medicamentosas”, lembra a médica.

A médica orienta que o folião não deve exagerar na saída da rotina. “Quem vai pular o carnaval deve continuar com os bons hábitos alimentares e de higiene, realizando refeições em média a cada três horas, dormir durante o mesmo período de tempo de costume, evitar o excesso de bebidas alcoólicas, jamais beber e dirigir, além de hidratar-se bem, durante o dia e a noite. A alimentação deve ser controlada, evitando comidas muito gordurosas e com manipulação duvidosa”, diz.

 

Intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar surge, principalmente, nos períodos de grandes festas. Náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre são alguns dos sintomas. E é por isso, que é bom ficar atento durante o Carnaval. Para quem for aproveitar o feriado na praia, vale a pena tomar algumas medidas preventivas para não estragar a folia. Segundo a médica, observar a higiene pessoal do vendedor ambulante é o primeiro passo. Dar preferência à frutas e alimentos embalados e de procedência conhecida também é uma boa pedida. “Evitar consumir alimentos contendo cremes e maioneses é uma boa dica para aqueles que não querem correr o risco de passar o feriado no hospital. Também é muito importante lavar as latinhas de bebidas antes de abrí-las”, aconselha a médica. Nos restaurantes os cuidados também devem permanecer. “É sempre importante observar a organização e limpeza do ambiente. Na hora de comer, opte por carnes e pescados cozidos”, explica Myrna Campagnoli.

 

Como o álcool impacta no corpo?

O abuso de bebidas alcoólicas pode comprometer, não só a folia, como também o cérebro, o fígado e o coração. Isso porque o álcool das bebidas alcoólicas é o etanol (ou álcool etílico). Ao ser ingerido, ele é absorvido pelo trato gastrointestinal e, em seguida, acessa a corrente sanguínea, sendo transportado para os tecidos do organismo. O álcool será metabolizado pelo fígado e eliminado principalmente pela urina. “Os primeiros sintomas que surgem após a ingestão de álcool são euforia e desinibição”, cita.

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os brasileiros consomem mais de 8,7 litros de álcool por ano, figurando entre as maiores médias da América Latina. O consumo diário dobra no período de festas como o Carnaval.

A médica explica que a boca seca, desânimo, dor de cabeça e tontura sentidas no dia seguinte são alguns dos sintomas da famosa “ressaca”. Myrna cita que a gravidade desses sintomas depende do tipo de bebida alcoólica ingerida, da intensidade do consumo e da hidratação com líquidos não alcoólicos no período.

“Com o aumento do consumo do álcool podem surgir a diminuição da atenção, alterações visuais e da coordenação motora, náuseas, vômitos e até mesmo coma alcóolico. O consumo crônico pode levar a déficits vitamínicos, doenças neurológicas e cardíacas, problemas sociais, cirrose hepática e câncer”, menciona.

 

Riscos de usar roupas molhadas por muito tempo

Mar, piscina, ducha e até mesmo banhos de mangueira. Vale tudo para se refrescar no verão e no carnaval. Quando a diversão com a água termina, entretanto, muitos descuidos são comuns e podem trazer incômodos para a saúde. É o caso de permanecer com trajes de banho molhados, colocar roupas por cima do biquíni úmido, secar o corpo de qualquer jeito ou emprestar toalhas.

O sol, calor e umidade formam as condições favoráveis para a proliferação de bactérias e fungos, provocando micoses, alergias e infecções. Segundo a médica, Myrna Campagnoli, além das micoses mais comuns, que aparecem nos pés e nas mãos, há ainda outros tipos que não recebem a devida atenção para prevenção. “O biquíni e a sunga molhada causam o aparecimento de coceiras na virilha, por conta de bactérias e fungos que desenvolvem, candidíase na pele e na mucosa ou dermatite seborreica. Isso acontece, inclusive, nas crianças. O cuidado é sempre lavar bem o corpo, secar cada um com a sua toalha e colocar roupas limpas e secas”, explica.

Além das coceiras na área genital, existe ainda o risco do desenvolvimento de infecção urinária pelo contato com água contaminada, a proliferação de bactérias e fungos. “A ingestão de água é um poderoso aliado contra a infecção urinária. Urinar com frequência ajuda a limpar o canal da uretra, fazendo com que as bactérias não consigam se fixar e causar infecção. Além disso, se manter hidratado é sempre importante para manter o bom funcionamento de todo o organismo”, diz.

A médica também alerta para o risco de aparecerem outras dermatites ao deixar trajes de banho molhados embaixo de outras roupas ou, ainda, transmitirem bactérias entre colegas e familiares ao usarem a mesma toalha. Segundo ela, ao aparecerem brotoejas, coceiras e vermelhidão, um médico deverá ser consultado.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda, além de evitar compartilhar toalhas, evitar também o compartilhamento de escovas de cabelo e bonés, pois eles são meios de transmissão de fungos e bactérias. No verão, é preciso também evitar roupas muito quentes e justas, além de tecidos sintéticos, pois eles absorvem o calor e o suor, prejudicando a transpiração da pele.

 

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart:

O Laboratório Frischmann Aisengart tem uma história de mais de 70 anos como referência na medicina diagnóstica, contando com mais de 600 colaboradores, 40 unidades de atendimento no estado, realizando em torno de três mil tipos de exames de análises clínicas. Além disso, oferece soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, contando também com o serviço de vacinas. Confira mais informações sobre a empresa no site www.labfa.com.br

redacao2@lidemultimidia.com.br

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