IBEVAR realiza estudo de intenção de compra no varejo e aponta índice mais baixo para o período desde 2002

Resultado está 2,2 p.p. abaixo do número registrado no primeiro trimestre de 2016

O índice de consumidores que pretendem efetuar uma compra de bens duráveis para o primeiro trimestre de 2017 é de 39%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com o PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), E-bit e Epistemycs.

O trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016) foi de 37%, ou seja, dois pontos percentuais a menos do que o índice registrado agora. No entanto, quando comparado ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 2,2 pp. (pontos percentuais).

Também ocorreu uma ligeira redução na intenção de compra dos e-consumidores: agora, ela é de 83,6%, enquanto no trimestre anterior foi de 84,9% (no mesmo período de 2016, ela foi de 83,2%).

De acordo com o diretor vogal do IBEVAR, Prof. Nuno Fouto, os números acompanham a expectativa em torno das mudanças no cenário político-econômico do país. “No entanto, apesar de apresentar uma ligeira melhora, os dados apresentados ainda não evidenciam uma mudança efetiva na tendência geral para as vendas no varejo brasileiro”, observa.

Já no que se refere ao valor médio da expectativa de gastos com bens duráveis, houve um aumento do registrado no 1º trimestre de 2016 para o mesmo período de 2017: passou de R$ 1.953,00 para R$ 2.459,00.

No que diz respeito ao orçamento familiar mensal, depois de contabilizados todos os gastos, agora sobram 7,9% (no mesmo período de 2016 este número era de 10,6%).

As categorias que apresentam os maiores índices de intenção de compra são vestuário e calçados (17%); material de construção (9,4%); viagens e turismo (9%); linha branca (7%); e móveis (6%). E os menores são telefonia e celulares (4,2%); informática (3,4%); cama, mesa e banho (2,4%); eletroportáteis (2%) e cine e foto (0,6%).

Também fazem parte do estudo a intenção do uso do crediário e a inadimplência, que, apesar de não serem bens, são de interesse de um grande número de varejistas e podem servir como indicadores da confiança do consumidor na economia do país.

Estes são apenas alguns dos resultados apresentados pela pesquisa, a 69ª de uma série de estudos desse tipo na área do comportamento do consumidor, cuja primeira edição foi realizada no 4º trimestre de 1999. “Deve-se ressaltar que, mais do que realizar previsões sobre demanda, pretende-se apontar tendências. As instituições envolvidas desenvolvem este estudo com a preocupação de gerar uma série temporal de dados, permitindo, desse modo, a realização de inferências e comparações sobre a confiança das famílias com os rumos da economia”, explica o Presidente do IBEVAR, Prof. Claudio Felisoni de Angelo.

As informações apresentadas foram obtidas por meio de uma pesquisa de campo: 500 entrevistas válidas de 05 a 18 de Dezembro de 2016, no município de São Paulo, além de 4.112 e-consumidores, residentes no Estado de São Paulo, no período de 08 a 16 de Dezembro também de 2016.

Nas abordagens realizadas na rua, os participantes foram indagados sobre os produtos que pretendiam comprar nos próximos três meses, em relação às seguintes categorias de produtos: linha branca; móveis; eletroeletrônicos; material de construção; informática; cine e foto; telefonia e celulares; cama, mesa e banho; eletroportáteis; vestuário; calçados; viagens de turismo; automóveis e motos; e imóveis.

RESUMO DOS DADOS

  • Queda da massa de rendimento real mensal = 2,05% (novembro/2016 – novembro/2015);
  • Saldo negativo elevado de pessoas empregadas nos últimos 12 meses até novembro/2016 – 1.505.205;
  • Queda de 3,49 p.p. na inflação de 12 meses até novembro/2016 sobre o mesmo período anterior;
  • Aumento da taxa de juros = aumento de 4,07% p.p. (novembro/2016 – novembro/2015);
  • Redução de 0,4 p.p.  na disponibilidade para compras em relação ao quarto trimestre de 2016;
  • Primeiro trimestre com aumento significativo da insegurança com o desemprego;
  • Redução relativamente pequena do valor real poupado e da proporção das pessoas que pouparam para um quarto trimestre;
  • Intenção de compra no varejo (39%) mais baixo para um primeiro trimestre desde 2002 e 2,2 p.p. menor em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Na internet, a intenção apresenta um leve crescimento de 0,4 p.p em relação ao primeiro trimestre de 2016. Apesar de alguma melhora, dados ainda não evidenciam mudança de tendência geral das vendas de varejo.

Sobre o IBEVAR

O IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo –é uma instituição sem fins lucrativos, que se propõe a produzir conteúdo no setor de Varejo & Consumo, promover networking entre executivos que atuam nessa área e gerar negócios entre os participantes.

O IBEVAR conta com o apoio de conteúdo do PROVAR/FIA e da Academia de Varejo, da UBS-Escola de Negócios, que auxiliam na construção de conhecimento dos associados.

www.ibevar.org.br

 

Sobre o PROVAR

O PROVAR – Programa de Administração de Varejo – é uma iniciativa acadêmica voltada ao estudo do consumo e a distribuição.

www.provar.fia.com.br

 

Sobre a E-bit

Destaque no desenvolvimento do comércio eletrônico no Brasil, sendo reconhecida como a mais respeitada fonte de informações de e-commerce, com mais de 20 milhões de pesquisas coletadas desde 2000, em mais de 20.000 lojas virtuais afiliadas. A partir de 2008, amplia sua atuação na América Latina nos seguintes países: Argentina, Chile, Colômbia e México.

www.ebit.com.br

 

Sobre a Epistemycs

A Epistemycs é uma empresa de monitoramento e análise de informações. Atua coletando e processando elementos dispostos nas redes digitais. Baseia-se em modelagem estatística e matemática para a definição dos conteúdos (segmentação mercadológica e por estilo de vida) a partir dos quais técnicas de análise linguística (Natural Language Processing) decodificam o sentido das manifestações.

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