Professores que buscam profissionalização aumentam qualidade do ensino

Resgate a imagem do melhor professor que você já teve. Talvez tenha sido a maneira macia e cativante no trato com os alunos que conquistou sua atenção. Ou mesmo a abordagem bem-humorada e pensada nos detalhes para atender às necessidades de cada aluno. Talvez ainda, o olhar que instiga curiosidade e revela o conhecimento como um terreno fértil e vasto a ser desbravado. Acredite ou não, acima de dom, ele deve ter lançado mão de muito suor fora de sala de aula para atrair os estudantes dentro dela.

“Parece ideologia barata, mas acredito que o professor de verdade nunca deixa de estudar”, declara o vice-presidente do Braz-Tesol – maior associação de professores de inglês do país que recebe o apoio de escolas como a Cultura Inglesa de Curitiba. Com mais de 19 anos de carreira e autor do livro Inglês para professor, ele garante que não basta apenas apreciar a área ministrada, é preciso investir na própria qualificação para despertar a curiosidade dos alunos – e quem sabe, mantê-la como um eterno legado. “O professor de inglês, em especial, deve estudar o idioma diariamente, além de outras áreas, como novas tecnologias e metodologias de ensino”, orienta.

Para Cavalcante, por mais que a vocação seja uma realidade quando se pensa na figura do docente, é possível treinar o ensino. “Tudo o que se precisa para ser um bom professor pode ser melhorado, seja timidez ou pronúncia”, argumenta. A importância da profissionalização em detrimento da crença no dom também é enaltecida por estudos. Uma pesquisa americana revela que, em um único ano, os professores considerados os 10% melhores impactam três vezes mais o aprendizado em comparação aos 10% piores. Outro estudo, publicado em 2015, aponta que as vinte maneiras mais eficientes de melhorar o aprendizado nas escolas têm relação direta com a expertise do professor.

Conforme o especialista, ao menos 50% dos docentes de inglês no Brasil – também do ensino regular – não são fluentes. A necessidade de aperfeiçoamento contínuo obriga o professor a qualificar-se, muitas vezes, por conta própria. “Para o docente de inglês é preciso, no mínimo, um bom nível do idioma e uma certificação inicial para a docência, como o CELTA (Certificate in Teaching English to Speakers of Other Languages). A partir disso, não parar nunca”, orienta. Além de dominar a área estudada, ele esclarece a importância de ser transmitida ao aluno a consciência de que é a partir dos esforços dele que o aprendizado se desencadeia. “Os melhores resultados são alcançados quando o aluno se transforma em um aprendiz autônomo”, completa.

 

Trabalho em equipe: quando a escola e o docente andam juntos

Empenhada em sempre ministrar aulas consistentes de maneira divertida e moldada às limitações e facilidades dos alunos, Ana Francisca Rosado inicia o décimo ano como professora de inglês da Cultura Inglesa de Curitiba. O vínculo e o interesse pela área, estudada desde os dez anos, foram os grandes propulsores para iniciar a gradução em Letras. “Quando comecei a dar aulas, no primeiro ano do curso, me apaixonei”, conta.

Fruto da curiosidade e apreço por aprender, a busca por qualificação ganhou forma por meio da participação em congressos, além do ingresso em especializações e das publicações em revistas acadêmicas. “O desenvolvimento profissional é determinante para nos tornarmos professores mais completos e competentes, que não terão somente o conhecimento, mas saberão como transmiti-lo, sempre tendo em mente que a sala de aula é um ambiente de troca de conhecimento”, destaca Ana Francisca.

A profissionalização contínua rendeu oportunidades únicas à professora, que hoje também é Assistente Acadêmica da Cultura Inglesa, além de examinadora de certificações para crianças e jovens (Young Leaners, Cambridge English Key [KET] e Cambridge English Preliminary [PET]). “Quando entrei na Cultura realizei um sonho. Sempre foi uma das escolas de inglês mais conceituadas e uma referência em termos de ensino e preparação de professores”, conta. Para incentivar os docentes, a escola custeia cursos, exames e idas a circuitos acadêmicos. Atualmente, também promove encontros semanais para apresentação interna de workshops. “Isso incentiva os docentes a se envolverem com pesquisa e compartilharem as descobertas com os colegas”, acrescenta.

 

Sobre a Cultura Inglesa de Curitiba

Há mais de sete décadas em território nacional, a Cultura Inglesa de Curitiba divide suas atividades em cinco unidades, sendo uma delas localizada em São José dos Pinhais. A renda obtida por cada unidade é revertida para melhorias dentro das próprias sedes, o que as caracteriza como entidades sem fins lucrativos. O compromisso em manter o alto nível de ensino da língua inglesa, além de aspectos culturais da Grã-Bretanha, é um dos pilares da escola, que busca respaldo na qualificação elevada do quadro de professores, constantemente desenvolvida por meio de workshops, seminários e treinamentos. O teor vanguardista da escola é ainda reforçado por parcerias com grandes entidades, como é o caso do apoio do British Council – organização britânica que promove oportunidades culturais e educacionais entre Brasil e Reino Unido.

mariana@excom.com.br

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