Conheça as melhores redes sociais para as vendas pela internet e saiba como usá-las a seu favor

Especialista em e-commerce e criador do Ecommerce na Prática.com lista os prós e contras do Facebook, Instagram e Whatsapp na hora da venda

Cada rede social tem a sua peculiaridade na hora de alavancar as vendas de um negócio, e isso não é diferente no universo do e-commerce. Por isso, entender os recursos oferecidos por cada canal e aprender a explorá-los da melhor maneira é fundamental para o sucesso de uma loja virtual. Dependendo dos produtos oferecidos pela empresa e do público que se quer atingir, a abordagem deve ser diferente.

De acordo com o Sebrae, em diversos países já existem plataformas de e-commerce que exploram a integração com o Facebook, por exemplo. Essa rede social, que tem mais de 4 milhões de anunciantes, divulgou neste ano novas opções para marcas e empresas.

Para não perder oportunidades na hora de vender pela internet, o especialista em e-commerce e criador do Ecommerce na Prática.com, Bruno de Oliveira, aconselha apostar na construção de campanhas em algumas redes sociais. Segundo ele, algumas das que valem mais a pena investir no Brasil são o Facebook e o Instagram, além do Twitter.

“Sempre recomendo que, ao abrir uma loja virtual, é preciso criar uma causa em torno da nova marca, criando conteúdo de valor por meio de uma fanpage no Facebook e de um canal da empresa no Instagram. Além de serem canais de audiência e de atendimento aos clientes, são também ferramentas muito importantes para concretizar vendas. O Whatsapp é outro canal que muitas vezes acaba sendo subestimado pelos lojistas virtuais, mas que também pode impulsionar as vendas de forma bastante expressiva”, comenta o especialista.

Ele lista vantagens e desvantagens e ensina a usar os canais a favor do e-commerce:

Facebook:

Para Oliveira, uma vantagem dessa rede é que os anúncios exploram melhor o headline [título].Anúncios no Google ou em outras redes não têm headlines destacadas”, explica. Para criar campanhas efetivas e atingir seu público de interesse, ele aconselha evitar chamadas como: “ganhe dinheiro”, “produto de graça”, “emagreça 20 kg em 2 dias” etc., além de palavras como “dinheiro”, “fácil”, “rápido”, “emagrecimento”, “pílula”, “marketing multinível”, “trabalhar em casa”, “renda extra”, “namoro”. “O Facebook ‘odeia’ algumas palavras e expressões, e bloqueia automaticamente os anúncios nas quais elas aparecem”, explica. Por isso, vale tomar cuidado, para que a sua campanha não acabe sendo um “tiro no pé”.

Outro aspecto interessante do Facebook para as vendas são os comentários. “Ao contrário do Instagram, que lida basicamente com imagens, e do Twitter, em que as pessoas interagem de forma muito rápida, nessa plataforma os usuários costumam passar mais tempo lendo e prestando atenção nos comentários dos posts. Por isso, vale muito a pena ter uma equipe de atendimento dedicada para atender prontamente aos clientes, esclarecendo dúvidas, oferecendo soluções e também vendendo”.

Instagram: Para Oliveira, essa é uma opção às vezes subestimada pelos empresários. “O Instagram não é exatamente uma plataforma de vendas, mas tem muito e-commerce nascendo através dele e alcançando seis dígitos em poucos meses. É um fenômeno para quem sabe utilizá-la corretamente”. Segundo ele, um dos segredos é investir no aspecto mais forte do Instagram: a estética. “Capriche em suas imagens, que devem ser de alta qualidade, com enquadramento adequado e de boa resolução”. Outro cuidado importante é com a foto do perfil. “Na internet, essa imagem acaba sendo a substituta do ‘cartão de visita’ do mundo físico, já que é o primeiro contato com o cliente. Sendo assim, é fundamental passar uma ótima primeira impressão”.

Whatsapp: Embora seja um aplicativo e não exatamente uma rede social tradicional, é um canal que deve ganhar toda a atenção na hora de impulsionar as vendas de um e-commerce. “É um veículo de comunicação que está crescendo sem parar, e tem mais de 100 milhões de usuários somente no Brasil. As empresas podem e devem se aproximar cada vez mais dos clientes por meio dessa ferramenta. E se engana quem acha que é difícil vender através dela, um primeiro contato de um cliente via Whatsapp para esclarecer uma dúvida, por exemplo, pode evoluir para uma troca de mensagens que resulta na venda. Por isso, ele deve sim ser valorizado”, avalia.

Twitter: A ferramenta para e-commerce Tweet Deck, criada pelo próprio Twitter, serve para monitorar de forma dinâmica tudo o que é dito sobre uma marca. “Talvez você pense que o Twitter não é tão fundamental para seu negócio – e pode ser que isso seja verdade ou não-, mas tudo vai depender de como você trabalha. Mas de qualquer forma, é uma rede social muito movimentada, com usuários interagindo 24 horas por dia. Por isso, recomendo ter sempre uma noção do que se passa por lá.”

Facebook Ads x Google Adwords

Para Oliveira, a rede de pesquisa do Google Adwords possui uma grande vantagem sobre o Facebook Ads: os usuários só encontram produtos e serviços quando estão buscando por eles.

“Por outro lado, enquanto na rede do Google você não consegue ser muito específico na hora de segmentar o público, o Facebook Ads te dá ótimas ferramentas para fazer isso.” Ele cita como exemplo o Facebook Audience Insights, que ajuda a descobrir características bastante específicas dos clientes em potencial.

“Se você vende um produto que é muito atrelado a uma necessidade, recomendo que comece testando as possibilidades do Adwords. Se o que você oferece é mais conectado a um desejo, ele tem mais o perfil do Facebook Ads”, conclui.

Sobre Bruno de Oliveira- Empreendedor há 15 anos, é especialista em e-commerce e criador do Ecommerce na Prática.com, espaço no qual auxilia outros empreendedores a iniciar e alavancar uma loja virtual e também oferece cursos e mentoria. Também é o criador do método Viver de Ecommerce e o idealizador da Semana do Ecommerce, evento online gratuito onde ensina a montar o planejamento ideal e o passo a passo para montar um e-commerce do zero.

adriano.ortolani@microcamp.com.br

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