Estudo do Center for Cyber Safety and Education e (ISC)2 aponta que as mulheres representam apenas 7% dos profissionais em Segurança da Informação no Brasil

Salários, horas de trabalho e cargos ocupados estão entre as principais diferenças entre os gêneros no País e no mundo

Em parceria com o (ISC)²® e com o Executive Women’s Forum, o Center for Cyber Safety and Education™ apresenta a análise Mulheres em Cibersegurança, parte do Global Information Security Workforce Study – GISWS (Estudo Global da Força de Trabalho na área de Segurança da Informação). Representatividade no setor, diferença salarial, distinção entre os gêneros e diferença nos cargos ocupados são alguns dos resultados obtidos pelo estudo.

“No Brasil, as mulheres representam apenas 7% da força de trabalho em Segurança da Informação, um número ainda menor do que a média global de 11% – taxa que permanece a mesma desde o estudo de 2013. Segurança da Informação é uma área em expansão e precisamos encorajar as mulheres a entrarem nesse mercado e tornarem-se grandes profissionais respeitadas e com direitos e salários iguais aos dos homens”, afirma Gina van Dijk, Diretora do (ISC)² para a América Latina.

Dessa porcentagem, apenas 1% das mulheres no mundo ocupam cargos C-level (CEO, CFO, COO, entre outros) em Cibersegurança, 2% são diretoras e 5% atuam em posições sem perfil de liderança. Na América Latina, os números são ainda menores, com menos de 1% das profissionais ocupando cargos C-level, 1% como diretoras e 3% em posições de gerência. Estatisticamente, os homens têm quatro vezes mais chances de alcançarem cargos C-level ou se tornarem Diretores e nove vezes mais possibilidades de assumirem posições de gerência nesse segmento.

Na América Latina e do Norte, 51% das mulheres revelaram ter sofrido alguma forma de discriminação no ambiente de trabalho. Entre os principais fatores estão a discriminação inconsciente (87%), atraso ou negação de avanço na carreira (53%), aumento exagerado de erros ou incidentes (29%), integração simbólica de minorias (22%) e proibição de exercer determinadas atividades (19%). A pesquisa mostra ainda que quanto mais alto o cargo ocupado pela mulher, maior a incidência de atos discriminatórios.

“O Brasil se destaca como um dos locais com menor índice de discriminação contra mulheres no ambiente de trabalho (11%) em comparação a outros países como os Estados Unidos (53%) e México (44%). Apesar de ser um número promissor, isso não significa que o mercado está pronto para receber as profissionais de forma correta e justa. Ainda há muito em que se trabalhar pela igualdade de gêneros no ambiente corporativo”, explica Gina.

A diferença de remuneração financeira entre os gêneros ainda é preocupante. Em média, homens ganham 3% mais do que as mulheres em cargos C-level. Entre gerentes, a diferença é de 4% e para cargos sem perfil de liderança essa diferença chega a 6%, um aumento de 2% comparado ao estudo de 2015.

Outro ponto interessante da pesquisa é o nível de satisfação das profissionais com os seus empregos. O estudo mostra que, globalmente, 37% das mulheres se sentem mais respeitadas quando são recomendadas por um “mentor” para um projeto de alta visibilidade e 31% enxergam reconhecimento quando esse orientador as apresenta para colegas de trabalho ou as recomenda para uma promoção. Além disso, 33% dessas profissionais se sentem mais valorizadas quando participam de programas de desenvolvimento de habilidades não técnicas, 23% ao trabalharem ao lado de mentores e 20% quando participam de programas de coaching para liderança.

“As empresas precisam avaliar sua cultura organizacional para receberem as mulheres de forma igualitária, banindo comportamentos intencionais ou não que possam impedi-las de se tornarem bem-sucedidas como profissionais de cibersegurança”, alerta a Diretora do (ISC)² para a América Latina.

Para mais informações e dicas sobre como tornar o ambiente corporativo mais atrativo e justo para as mulheres, acesse o relatório completo em www.iamcybersafe.org/gisws.

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