Meningite: maior incidência da doença é na infância1

A doença meningocócica pode levar a óbito em média uma pessoa a cada oito minutos no mundo, segundo estudo médico internacional.2 Geralmente ela se manifesta como meningite, que é uma infecção das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Uma outra forma mais grave da doença é uma infecção direto no sangue, chamada de meningococcemia.3

De acordo com Dr. Otávio Cintra, Diretor Médico de Vacinas da GSK Brasil, é de suma importância proteger as crianças no primeiro ano de vida. “É nesse período que elas são mais vulneráveis. O risco de doença meningocócica em crianças que ainda estão sendo amamentadas, que chamamos de lactentes, é três vezes maior que uma criança de um a quatro anos de idade e é seis vezes maior comparado a uma criança de cinco a nove anos de idade. ”1

Por isso a meningite é tema do mais recente vídeo da campanha “Avós da Experiência”- uma série criada pela GSK para conscientização de diversas doenças imunopreveníveis que podem acometer as crianças.

A doença meningocócica invasiva (DMI) é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que possui 12 sorogrupos diferentes. Atualmente, cinco destes sorogrupos (A, B, C, Y e W) são responsáveis por quase todos os casos de DMI no Brasil. Entretanto, a distribuição dos sorogupos é variável e pode mudar em um curto período de tempo, resultando em uma epidemiologia imprevisível. 3-6

Até o ano passado, a imunização para quatro tipos da bactéria (A, C, W e Y) só estava disponível no país para crianças acima de um ano de idade. Hoje, a indicação de faixa etária da vacina conjugada com o CRM 197 para os grupos ACWY, para uso pediátrico, é a partir dos 2 meses de idade e, também, para adolescentes e adultos.7,8 Em bebês de 2 a 6 meses de vida, são necessárias quatro dose da vacina, três doses da vacina como esquema primário, mais um reforço no segundo ano de vida.7,9 Já em crianças não vacinadas, com idades entre 7 e 23 meses, deve ser administrada em três doses, duas doses como esquema primário com uma dose de reforço no segundo ano de vida. Crianças a partir de 2 anos, adolescentes e adultos devem tomar uma dose única da vacina meningocócica conjugada com o CRM 197.7,9

Já a vacina para a proteção contra a doença meningocócica causada pelo meningococo B (MenB) é indicada para indivíduos dos dois meses aos 50 anos de idade10. Nos postos de saúde a vacinação apenas contra o meningococo C era gratuita para crianças com menos de 2 anos11, a partir de 2017 adolescentes de 12 a 13 anos também foram incluídos.12

 

Dados da Meningite

No Brasil, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, em 2015 foram notificados cerca de 1.132 casos da doença, sendo que as regiões Sudeste e Sul apresentam os maiores números de notificações.13

Os sorogrupos B, C, W e Y continuam sendo os principais causadores da doença meningocócica no Brasil.13 Mas desde 2010 a frequência de meningite C diminuiu substancialmente no país, devido à implementação da vacina contra o patógeno meningococo C no Programa Nacional de Vacinação para crianças menores de 2 anos de idade14. Sendo assim, a Meningite B, proporcionalmente, tornou-se mais frequente em crianças menores de 5 anos de idade nos últimos anos.15

A doença meningocócica pode causar sequelas, incluindo dano cerebral, perda auditiva e amputações de membros. Mesmo quando a doença é diagnosticada precocemente e o tratamento adequado é iniciado, aproximadamente 23% dos pacientes acometidos vão a óbito no Brasil, geralmente, em 24 a 48 horas após o início dos sintomas.3,16,17

 

Avós da Experiência

A série de vídeos conta ainda com filmes sobre hepatite A, catapora, coqueluche, meningite, sarampo e caxumba. Todos eles abordam as formas de prevenção das principais doenças que podem acometer as crianças, usando como representação um núcleo familiar, em que os jovens pais recorrem à experiência das avós na hora de tirar dúvidas e pedir conselhos.

“A campanha visa a conscientização da população em relação a sintomas, formas de contágio e prevenção de algumas das doenças que podem ocorrer desde a infância. Na série os pais sempre contam com a experiência das queridas vovós, que hoje em dia estão super atualizadas, e usam e abusam da tecnologia para se informar”, conta Dr. Otávio.

Para ver o vídeo acesse https://www.youtube.com/watch?v=bhvAKVzj6O8

Mais informações sobre doenças e vacinação no www.casadevacinasgsk.com.br. Procure seu médico.

 

Sobre a GSK

Uma das indústrias farmacêuticas líderes do mundo, a GSK está empenhada em melhorar a qualidade da vida humana permitindo que pessoas façam mais, vivam melhor e por mais tempo. Para mais informações, visite www.gsk.com.br.

 

Referências:

1.      CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA “PROF. ALEXANDRE VRANJAC”. Doença meningocócica: casos, coeficientes de incidência (por 100.000 hab) e porcentagens segundo faixa etária, estado de São Paulo, 1998 a 2016 [dados de 19/07/2016]. Disponível em: <http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/meningites/dados/doenca_meningococica.pdf>. Acesso em: 20 out. 2016.

2.      Naghavi M, et al. (2013). Global, regional, and national age-sex specific all-cause and causespecific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study. The Lancet, 385, pp.117-171.

3.      World Health Organization. (2012). Meningococcal Meningitis Factsheet N°141. Available at:http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs141/en/. Accessed March 2016.

4.      CASTIÑEIRAS, TMPP. Et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: Acesso em: 07 ago. 2015.

5.      IMMUNIZATION ACTION COALITION. Meningococcal: Questions and Answers. Information about the disease and vaccines. Disponível em: <http://www.immunize.org/catg.d/p4210.pdf>. Acesso em: 07 ago. 2015.

6.      BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites “FAIXA ETÁRIA” para Linha, “SOROGRUPO” para Coluna, “CASOS CONFIRMADOS” para Conteúdo, “2014”para Períodos Disponíveis, “MM”, “MCC” e “MM + MCC“ para Etiolgia, “TODAS AS CATEGORIAS” para os demais itens. Base de dados disponível em: <http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/tabnet/dh?sinannet/meningite/bases/meninbrnet.def>. Acesso em:13mar.2015.

7.      Menveo® (vacina meningocócica ACWY conjugada). Bula da vacina.

8.      Diário Oficial da União – DOU. Ampliação de uso. Número 101 ISSN 1677-7042 pg 37.

9.       SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2016. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/src/uploads/2016/08/Calendario-Vacinacao-2016-19out16.pdf>. Acesso em: 20 out. 2016.

10.  Bula da Vacina Adsorvida Meningocócica B (recombinante) da Novartis, aprovada pela ANVISA em 05/01/2015, sob o nº de registro no MS 1.0068.1118.

11.  MINISTÉRIO DA SAÚDE. Informe Técnico – Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente. Disponível em: <http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2016-09/informe-tecnico-campanha-multivacinacao-2016.pdf>. Acesso em: 11 de janeiro de 2017.

12.  BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinas para adolescentes. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/outubro/11/vacinas-para-adolescentes.pdf>. Acesso em: 30 de janeiro de 2017

13.  BRASIL. Ministério da Saúde. Datasus. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites “SOROGRUPO” para Linha, “FAIXA ETÁRIA” para Coluna, “CASOS CONFIRMADOS” para Conteúdo, “2015” para Períodos Disponíveis “MM”, “MCC” e “MM+MCC” para Etiologia, “TODAS AS CATEGORIAS” para os demais itens. Dados enviados pelo Ministério da Saúde através do Sistema de Informação ao Cidadão em 21 jan. 2015.

14.  CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA “PROF. ALEXANDRE VRANJAC”. Informe técnico: vacina conjugada contra o meningococo C (0116). Disponível em: <http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/pdf/IF10_VAC_CONJUGADA_MENIGOC.pdf>.  Acesso em 01 de março de 2015

15.  BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites “SOROGRUPO” para Linha, “ANO 1º SINTOMA(S)” para Coluna, “CASOS CONFIRMADOS” para Conteúdo, “2009”, “2010”, “2011”, “2012”, “2013”, “2014” E “2015” para Períodos disponíveis, “2009”, “2010”, “2011”, “2012”, “2013”, “2014” e “2015” para Ano 1º Sintoma(s), “< 1 ano” para Faixa Etária, “MM”, “MCC” e “MM + MCC“ para Etiolgia, “A”, “B”, “C”, “Y” e “W135” para Sorogrupo, “TODAS AS CATEGORIAS” para os demais itens. Base de dados disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/meningite/bases/meninbrnet.def>. Acesso em: 09 mar. 2016.

16.  Granoff DM, Gilsdorf JR. Neisseria meningitidis (Meningococcus). In: KleigmanRM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RE, eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:929-935.

17.  BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites “ANO 1º SINTOMA(S)” para Linha, “EVOLUÇÃO” para Coluna, “CASOS CONFIRMADOS” para Conteúdo, “2015”, “2014”, “2013”, “2012” e “2011” para Períodos Disponíveis, “MM”, “MCC” e “MM + MCC“ para Etiolgia, “TODAS AS CATEGORIAS” para os demais itens. Acesso em: 17 ago. 2015.

 

BR/VAC/0022/17 – Fevereiro de 2017 <debora.rolando@comuniquese2.com.br>

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