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Preço da Refeição no Sul é o mais caro do País

Segundo dados da Pesquisa ASSERT Preço Médio da Refeição, conduzida pelo Instituto Datafolha em novembro de 2016, a região Sul é a mais cara do País quando o assunto é a alimentação do trabalhador fora de casa, com uma refeição com preço médio de R$ 34,34, composta por prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café. Esse valor é 4% maior do que a média brasileira, que é de R$ 32,94.

A região Sul já registrou a menor média do País em 2014, quando o preço médio de refeição era de R$ 25,70. No ano seguinte, chegou a R$ 31,74. Entre as cidades da região, as mais caras são Florianópolis (R$ 43,53), Blumenau (R$ 35,94) e Curitiba (R$ 34,71) em 2016.

De acordo com a pesquisa, o trabalhador da região Sul que em 2016 recebia apenas um salário mínimo nacional (R$ 880), e não tinha o benefício do voucher-refeição, desembolsaria cerca de 86% da sua renda para se alimentar fora de casa durante sua jornada de trabalho, considerando 22 dias úteis, de segunda a sexta-feira.

Os valores foram calculados a partir da coleta de dados em 660 estabelecimentos comerciais, de sete cidades dos três estados da região:

 

Florianópolis Blumenau Curitiba Joinville Porto Alegre Canoas São José dos Pinhais
R$ 43,53 R$ 35,94 R$ 34,71 R$ 34,33 R$ 32,06 R$ 30,19 R$ 23,08

 

Confira também o preço médio da refeição nas regiões do País, nos últimos três anos:

 

Região               2016 2015 2014
Sul R$ 34,34 R$ 31,74 R$ 25,70
Sudeste R$ 33,25 R$ 30,93 R$ 27,76
Nordeste R$ 31,82 R$ 29,18 R$ 26,98
Centro-Oeste R$ 30,44 R$ 26,73 R$ 26,09
Norte R$ 29,31 R$ 28,48 R$ 26,10
Brasil R$ 32,94 R$ 30,48 R$ 27,36

Diante desse cenário de preços, o sistema de voucher-refeição tem um impacto positivo real na vida dos brasileiros e até mesmo na economia. O benefício é viabilizado no País por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho, que busca a complementação alimentar do trabalhador com o compartilhamento de responsabilidades entre o Governo e empresas. O PAT é considerado referência mundial de acordo com a Organização Internacional do Trabalho e beneficia, atualmente, mais de 20 milhões de trabalhadores, sendo que 85% destes ganham até cinco salários mínimos.

Segundo Paula Cavagnari, diretora-presidente da ASSERT, a pesquisa é mais um serviço que a ASSERT presta aos associados, à sociedade e ao governo, pois, além de apresentar o cenário dos preços das refeições fora do lar, o levantamento tem por objetivo verificar a percepção dos proprietários dos estabelecimentos comerciais em relação ao aumento da demanda por uma alimentação saudável. “De acordo com o estudo, aproximadamente cinco de 10 responsáveis pelos estabelecimentos acreditam que os clientes estão mais preocupados com uma alimentação saudável, ou seja, com uma dieta equilibrada, com o consumo de verduras, legumes, frutas, grãos, proteínas e sucos naturais”, comenta Paula.

Paula ainda destaca: “A iniciativa faz parte da estratégia da ASSERT de atuar a favor dos preceitos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), ou seja, incentivar a adoção de uma dieta nutritiva e equilibrada pelo trabalhador, oferecendo ao mercado dados que possam balizar as tomadas de decisões por parte das empresas que compõem o sistema de voucher-refeição”.

 

METODOLOGIA

A ASSERT (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador) realiza esta pesquisa desde 2003. Em 2014, o estudo passou a ser conduzido pelo Instituto Datafolha.

De 11 a 28 de novembro de 2016, o Datafolha visitou 4.574 estabelecimentos comerciais no Brasil que oferecem refeição no prato e em mesa, de segunda à sexta-feira, e aceitam voucher-refeição.

Nesta edição, participaram 51 cidades brasileiras, sendo 23 capitais, nas cinco regiões geográficas do País. As entrevistas resultaram no levantamento de 5.545 preços, aos quais foi aplicada uma média ponderada considerando os pesos na amostra do município e de cada sistema de refeição: comercial, autosserviço, executivo e à la carte.

 

PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT)

O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), instituído pelo Governo Federal, em 1976, é o mais duradouro programa socioeconômico do Brasil e um dos mais bem-sucedidos do mundo.  Considerado referência mundial pela Organização Internacional do Trabalho, beneficia mais de 20 milhões de trabalhadores, sendo que 85% destes ganham até cinco salários mínimos, o que representa um incremento real no rendimento mensal da força de trabalho.

Participam do PAT cerca de 250 mil empresas em todo o Brasil, que oferecem, por meio das operadoras de vouchers, o benefício refeição – utilizado em restaurantes e similares – e o benefício alimentação – aquisição de gêneros alimentícios “in natura” em supermercados e similares.

 

ASSERT

Com 35 anos de atuação no mercado de voucher alimentação e refeição e 17 associadas, a ASSERT – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador representa cerca de 90% do mercado de vouchers refeição e alimentação, que atende mais de 11 milhões de trabalhadores em mais de 5 mil municípios brasileiros. A entidade, em um esforço conjunto entre o Governo Federal e iniciativa privada, exerce importante papel social ao promover uma alimentação adequada ao trabalhador brasileiro por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

De forma pioneira, a ASSERT criou o programa Prato Legal, que tem por objetivo orientar os estabelecimentos comerciais credenciados às associadas a oferecerem uma alimentação equilibrada e de acordo com as exigências estabelecidas pelo PAT. No site (www.pratolegal.com.br), os restaurantes encontram informações sobre dieta saudável, dicas de cardápio e orientação de nutricionistas.

A iniciativa faz parte da estratégia da ASSERT de atuar a favor dos preceitos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), ou seja, incentivar a adoção de uma dieta nutritiva e equilibrada pelo trabalhador, oferecendo ao mercado dados que possam balizar as tomadas de decisões por parte das empresas que compõem o sistema de voucher-refeição. <adriane.froldi@ogilvy.com>

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