Produção de vinho colonial a todo vapor no Caminho do Vinho

Os produtores de vinho das oito vinícolas do roteiro turístico Caminho do Vinho, em São José dos Pinhais, estão a todo vapor na produção do vinho colonial. Caminhões carregados com toneladas de uvas não param de chegar às vinícolas e o processo de produção já começa ali mesmo: as uvas descem direto do caminhão para serem moídas no processo em que são separados o caule e a casca da polpa da uva. A polpa vai direto para os grandes tonéis de alumínio, onde começa o processo de fermentação.

Há alguns anos, os produtores de vinho do Caminho do Vinho passaram a comprar uvas do Rio Grande do Sul. Uma praga, conhecida como “pérola” infectou o solo, comprometendo toda a produção local. Para não ver a tradição familiar acabar, a solução encontrada pelos produtores de vinho foi comprar uvas de cidades como Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, que também produzem vinhos e possuem grandes parreiras. A colheita das uvas acontece todos os anos em fevereiro e, neste ano, os produtores estão comemorando a safra recorde da fruta. Alguns dos produtores do Caminho do Vinho estão vencendo a dificuldade do solo e novos parreirais nas propriedades da região estão surgindo. O turista que passar pelo roteiro nas próximas semanas poderá conferir de perto.

E a produção é em grande escala. Segundo Bernadete Scrobote, proprietária da vinícola Cantina Della Mamma (que produz o Vinho Ergastolo), a expectativa deste ano é produzir 20 mil litros de vinho neste ano, entre vinho tinto e branco, que ainda se subdivide entre seco e suave. E isso só na vinícola da família; ao todo, serão mais de meio milhão de litros de vinho só para este ano. “Nós também produzimos suco natural de uva, além de geleias, doces, bolos e tortas com uva, que também são sucesso entre os turistas que frequentam o roteiro”, explica Bernadete. Nas vinícolas, além do vinho, o turista encontra queijos e salames coloniais, perfeitos para acompanhar a degustação do tradicional vinho colonial.

O Caminho do Vinho

Além das vinícolas, o Caminho do Vinho conta com vários restaurantes, que trazem o melhor da comida rural, feita no fogão a lenha, com todo o sabor dos tradicionais pratos do interior. E há os cafés coloniais, sucesso entre os frequentadores, onde tudo tem gostinho de casa da vovó: bolos, tortas, sobremesas, bolachas e geleias. Pesque-pague, passeio de pônei, lindas chácaras e redes para descanso completam as opções de lazer do local.

O Caminho do Vinho, que completou 15 anos em 2014, fica na área rural de São José dos Pinhais, a 30 quilômetros do centro de Curitiba. O roteiro surgiu após um incentivo da prefeitura de São José dos Pinhais para promover o turismo da região, que já era conhecida pela produção artesanal de vinhos e demais produtos coloniais, fruto da tradição das famílias que há anos moram na região, conhecida como Colônia Mergulhão.

Para quem desejar conhecer o espaço, há uma linha de turismo especial, que leva passageiros do centro de São José dos Pinhais direto ao roteiro. O passeio custa R$20, com paradas para compras nos estabelecimentos. O almoço e o café da tarde são pagos à parte, e o valor fica entre R$ 27 a R$ 40, cada.

Serviço:

Caminho do Vinho – Roteiro de Turismo Rural

Rua Júlio Cesar Setenareski, na Colônia Mergulhão – São José dos Pinhais

Informações sobre o passeio e os empreendimentos no site www.caminhodovinho.tur.br

Foto: Divulgação.

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