Sem tabu! Psoríase e erisipela não são contagiosas e o tratamento é simples

Quem sofre com doenças de pele, como a psoríase e a erisipela, lida diariamente com coceiras e insistentes incômodos. No entanto, o que mais atormenta é ter que lidar com o receio das pessoas em relação a um possível contágio. “É fundamental entender que as causas desses problemas de pele são bacterianas ou autoimunes, portanto, não são contagiosas”, esclarece a dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Marcia Grieco.

Atualmente, cerca de 3% da população mundial sofre com a psoríase, de acordo com dados recentes da ONG Psoríase Brasil. A doença pode se manifestar em dois períodos da vida. O tipo I, entre os 10 e 20 anos, com forte influência familiar, ocorre em áreas maiores do corpo. O tipo II inicia entre 40 e 60 anos, geralmente com quadros mais leves e sem outros familiares acometidos.

A dermatologista ressalta que a psoríase ainda envolve fatores ambientais e psicológicos, podendo piorar quando há pouca exposição solar, grande estresse físico e psicológico, consumo de medicamentos para pressão, anti-inflamatórios e antidepressivos, além da ingestão de álcool e tabaco. Para controlar a irritação, Marcia Grieco recomenda o uso de hidratantes, pomadas com coaltar (também conhecido como alcatrão, que auxilia no controle da coceira), corticóides, ácido salicílico e imunomoduladores (para aumentar a defesa do organismo).

Diferente da psoríase, a erisipela acomete pessoas de todas as faixas etárias e com maior predominância em mulheres. Esta infecção também tem incidência em pessoas com a saúde debilitada, como desnutrição, além de portadores de doenças crônicas, varizes e até mesmo frieiras nos dedos dos pés.

“A porta de entrada da bactéria pode ser uma ferida, fissuras, arranhões ou traumas na pele. É comum atingir inicialmente as pernas, mas ocorre também no rosto, orelha e braço”, destaca.

Após a incubação de até cinco dias, o paciente pode sentir febre, calafrios, fadiga e mal-estar; a pele apresenta calor local, vermelhidão, inchaço, dor e até bolhas com pus. Apesar dos sintomas serem mais intensos, o tratamento da erisipela também é simples e pode ser feito em casa com antibióticos, via oral e/ou injetáveis, anti-inflamatórios e antitérmicos, além de muita hidratação.

A especialista frisa que, apenas em casos extremos, a hospitalização é necessária, principalmente em crianças, idosos ou pacientes com doenças crônicas descompensadas. Ambas as doenças são passíveis de controle e, desta forma, levar uma vida normal.

COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em 2016.

Rua Borges Lagoa, 1.450 – Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000
Site: www.hpev.com.br
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mariana.santos@tree.inf.br

1 Comentário

  1. Boa tarde tive sempre psoriase no couro cabeludo nas axilas e frilhas mas com a pkmada e creme elocon e locao ia me tratando no entanto apareceu me nas maos e nao tenho melhoras com esta pomada,,,,preciso de ajuda.

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