Sentir dor é rotina para 20% da população

Sentir dor faz parte da rotina de muita gente. Dor de cabeça, dor nas costas, dor de dente e muitas outras. Mas há diferença entre elas. A dor chamada aguda é um sintoma de que há algo errado no corpo naquele momento e, normalmente, passa assim que se resolve a causa. Já a dor crônica perdura, parece não ter uma causa e pode tornar o dia-a-dia um sofrimento.

A dor crônica pode ser descrita como “aquela que persiste além do tempo razoável para a cura de uma lesão”, explica a médica Joana Iarocrinski (CRM-PR 29397), adepta da medicina integrativa, que não restringe a consulta à análise do quadro clínico, propondo uma visão ampliada do paciente.

Segundo informações da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, um em cada cinco adultos tem dor crônica. “O pior é que a maioria não sabe como lidar com ela e nem que há tratamento. As pessoas acabam se automedicando, o que, além de não resolver o problema, traz sérios riscos à saúde”, comenta a médica.

Não tratar a dor crônica, não controla-la, costuma trazer intenso sofrimento físico e psíquico para o paciente. “Além da sensação efetiva de dor, pode acarretar fadiga, anorexia, dificuldade de concentração, alterações do sono, constipação, alteração na dinâmica familiar, incapacidade física e funcional, depressão e até isolamento social”, detalha.

Joana Iarocrinski conta que, como a dor crônica é um problema muito mais amplo do que parece, nos seus pacientes que se encaixam no perfil, costuma aplicar o que chama de “programa de tratamento de dor”, que inclui mudanças de hábitos de vida, introdução de alimentos “anti-dor” nas refeições, rastreio inflamatório baseado em exames e tratamento personalizado de acordo com cada caso. Segundo ela, “a melhora percebida é substancial e o paciente ganha em qualidade de vida”. <ccristomonteiro@hotmail.com>

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.