Tuberculose ainda mata: entenda a importância do tratamento

Tosse por mais de duas semanas, presença de secreção, falta de apetite, cansaço. Simples à primeira vista, sintomas como esses podem indicar o surgimento da doença infecciosa que mais mata no mundo: a tuberculose. A enfermidade, conhecida de longa data dos brasileiros, gerou 68 mil novos casos¹ e ocasionou 4,5 mil mortes¹ em 2015 no país. No mundo, os números ultrapassam até mesmo as mortes causadas pelo vírus HIV e pela malária, se somadas¹.

A doença, uma infecção causada pelo Bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) que ataca principalmente os pulmões – sendo capaz de afetar também outros órgãos, como cérebro, intestino e olhos -, pode ser transmitida quando gotículas expelidas pela tosse, espirro ou fala de pessoas já contaminadas são inaladas por indivíduos sem a enfermidade, por meio das vias respiratórias. Fatores como alcoolismo e infecção pelo vírus HIV podem prejudicar o funcionamento correto do sistema imunológico, facilitando também a manifestação da tuberculose.

Apesar de apresentar uma taxa de mortalidade elevada se não tratada, quando diagnosticada precocemente, a tuberculose tem cura. Para identificá-la, uma das formas mais comuns é o exame de escarro, que, por meio da análise de secreção, detecta a presença do bacilo causador da doença. “Em caso positivo para a tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível. Todo o tratamento tem duração de seis meses, é composto por quatro medicamentos e é fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma a infectologista Evelyne Girão, que atua pela Unimed em Fortaleza.

Entretanto, muitas vezes por dificuldade de acesso ao serviço de saúde, falta de informação e baixas condições socioeconômicas, há má adesão ao tratamento pelo paciente, fazendo com que ele se torne uma fonte de transmissão. “O principal método de prevenção ainda é o diagnóstico precoce dos pacientes infectados, com rápido início do tratamento e seu cumprimento correto, pois, dessa forma, a contaminação e a transmissão para outras pessoas são reduzidas, seja no ambiente familiar, de trabalho ou lazer”, completa a médica.

Muito conhecida pela marquinha que deixa no braço, a vacina BCG, de dose única e disponibilizada de forma gratuita pela saúde pública, é indicada para evitar o contágio pela enfermidade. “Porém, a BCG confere proteção apenas contra as formas graves da doença como meningite tuberculosa e tuberculose miliar – quando o bacilo entra na corrente sanguínea, chegando a todos os órgãos -, não apresentando eficácia contra as suas formas pulmonares, que são as mais comuns, e em adultos, já que é voltada apenas para recém-nascidos”, destaca a infectologista da Unimed.

Diversas iniciativas existem para o controle da tuberculose, mas a doença ainda se faz muito presente no país, principalmente em áreas mais carentes e vulneráveis, devido à aglomeração de pessoas. A favela da Rocinha, por exemplo, indicada por especialistas como um dos principais focos da doença no Brasil, apresenta a taxa de incidência de 372 casos por 100.000 habitantes². Focando na diminuição expressiva da cadeia de transmissão, a dra. Evelyne Girão reforça a importância do diagnóstico precoce: “Deve-se intensificar as ações de identificação da doença na medicina primária, a  adesão completa ao tratamento e ainda da garantia de sua conclusão. O médico da família também é importante nesse processo, acompanhando os pacientes e as pessoas que estão à sua volta”, finaliza.

 

Referências

  1. Secretaria de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Disponível em <http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/fevereiro/21/Apresentacao-sobre-os-principais-indicadores-da-tuberculose.pdf>. Último acesso em 24 de fevereiro de 2017.
  1. Cofen. Tuberculose na Rocinha expõe o Brasil que estacionou no século XIX. Disponível em < http://www.cofen.gov.br/tuberculose-na-rocinha-expoe-o-brasil-que-estacionou-no-seculo-xix_45215.html>. Último acesso em 03 de março de 2017.

 

Sobre a Unimed – A Unimed completa 50 anos de atuação no mercado de saúde suplementar. A marca nasceu com a fundação da Unimed Santos (SP), em 1967, e hoje é composta por 349 cooperativas médicas, que prestam assistência para cerca de 18 milhões de beneficiários em todo País. Por atuar sob o modelo cooperativista, a Unimed não é denominada como empresa, companhia, grupo ou holding, mas como cooperativa. Clientes Unimed contam com 114 mil médicos, 114 hospitais e 2.810 hospitais credenciados, além de hospitais-dia, pronto-atendimentos, laboratórios e ambulâncias que garantem a qualidade da assistência médica, hospitalar e de diagnóstico complementar prestada aos beneficiários das cooperativas. <Aline.Monteiro@s2publicom.com.br>

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