60% dos médicos já sofreram algum tipo de agressão relacionada a atrasos, diz pesquisa

O resultado de uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) em janeiro e fevereiro deste ano mostra que 59,7% dos médicos e 54,7% dos profissionais de enfermagem sofreram, mais de uma vez, alguma violência no trabalho.

Mau atendimento por conta de atrasos médicos, falta de infraestrutura, de exames e de medicamentos são os principais motivos para as reclamações e agressões. A questão dos atrasos, por exemplo, envolve o sistema todo de saúde, não só o profissional.

De acordo com o cardiologista e CEO da rede de clínicas CECAM, Anis Mitri, “muitos dos atrasos não são culpa do médico e, sim, dos serviços de saúde no geral. Há uma necessária e importante sistematização do atendimento que acaba atrasando a consulta, mas que, por outro lado, é muito relevante para evitar falhas”, explica.

Atrasos médicos X Sistematização do atendimento

O preenchimento de formulários, manual ou eletrônico, os cadastros e as consultas de histórico de atendimento e antecedentes acabam fazendo com que o paciente fique mais tempo no serviço de saúde, mas é relevante para a segurança dele. “Com as informações importantes em mãos, as chances de ter um erro de prescrição, de mandar o remédio errado, de pedir exames desnecessários, ou deixar de solicitá-los, e de indicar um procedimento errado para o paciente são bem menores”, conta o CEO.

No caso dos planos de saúde, o atendimento, além de cadastrar os dados da carteirinha, precisa também entrar em contato com os convênios para pegar a senha de autorização dos pacientes, o que geralmente pode acarretar mais atrasos.

Como evitar atrasos

O CEO da rede de clínicas conta que a tecnologia pode ajudar a otimizar o tempo de espera dos pacientes. “No CECAM, investimos na coleta de dados antes do paciente chegar em qualquer uma de nossas clínicas.  Temos uma equipe de atendimento telefônico especializada para o paciente passar todos os dados já no momento que agenda a consulta ou os exames. A ideia é que o paciente chegue e faça apenas o check-in eletrônico, em um tablete, ou com a recepcionista”, conta Mitri.

Outro investimento que também ajudou a melhorar e agilizar o atendimento e o tempo de espera para as consultas foi disponibilizar o agendamento online pelo site e aplicativo da clínica. “O agendamento online também é muito importante porque o paciente já coloca todos os dados e informações possíveis, o que já adianta todo o processo”, conclui.   <marilia.noar@comuniquese2.com.br>

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.