Automação. Substantivo Feminino que, segundo o dicionário, significa: Criação de autómatos. Por sua vez, autómatos é uma palavra de origem grega e significa: mover-se por si ou que se move sozinho. Difícil não é? Agora, imagina associar essa palavra que costumamos ouvir só quando o assunto é automóveis e indústrias, por exemplo, a residências. Isso mesmo. Uma das principais tendências da arquitetura e do designer é a chamada automoção residencial, ou melhor, casas tecnológicas.

Impulsionada pela difusão de gadgets e da conectividade à Internet essa tendência é a cada dia, uma realidade mais presente nas casas brasileiras. De acordo com o arquiteto e urbanista, Ricardo Sardo, é uma transformação inevitável. “Isso significa acionar cortina, acender luzes, controlar a abertura da janela e até o enchimento da banheira de forma remota e programada”.

Nas casas inteligentes quem tem o controle de tudo são os moradores, por meio da tecnologia interligada ao próprio smartphone. O arquiteto destaca que a automação residencial vai muito além de eletrodomésticos conectados à Internet. “Além da comodidade, a tecnologia também tem um papel importante de redução de impacto ambiental. Afinal, a partir da automação residencial é possível otimizar a captação e utilização de energia solar, eólica, programar horários e quantidade para irrigação de jardins, entre outras ações que geram economia de recursos”.

O ano de 2020 é o ponto de referência para que a automação residencial represente, de fato, um mercado dominante em países desenvolvidos, mas a tecnologia tem avançado a passos largos. O brasileiro, Ricardo Sardo, que atua no oeste do Paraná, dá um exemplo: “Projetamos uma residência, que está em fase final de construção, e que implantará essa tecnologia. Isso não aumentou o custo do projeto, mas demandou de adaptações para que os projetos complementares se adequem as novas necessidades, como por exemplo, o projeto elétrico, com tubulações para fiação e central de inteligência”, explica. A tecnologia já existe, agora é só mesmo uma questão de tempo, até que ela esteja acessível a todos.

Ricardo Sardo

Ricardo Sardo é natural de Porto Alegre. Se formou no início dos anos 80 e estudou um período na Inglaterra e na Argentina. Logo que ingressou no mercado de trabalho o país enfrentou uma grave crise de desemprego, que fez com que muitos profissionais desistissem da área. Ricardo persistiu e atuou em áreas afins, como engenharia, teatro, marketing e cerâmica, o que agregou a sua formação e compreensão dos diversos setores e processos da arquitetura. Mas o foco do arquiteto sempre foi a criação do próprio escritório. Chegou em Toledo, no Paraná, em 1992, com 9 anos de formação e um amplo repertório agregado ao processo criativo.  Entre os principais projetos do arquiteto está o Teatro Municipal de Toledo, a Faculdade Sul Brasil, Planos Diretores e uma casa em Londres. Atualmente, além do escritório, Ricardo atua como professor universitário, em disciplinas como Planejamento Urbano.

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