Consciência é palavra-chave no tratamento da hipertensão arterial

A hipertensão arterial já é uma velha conhecida de muitos brasileiros. Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão estimam que 25% da população brasileira adulta conviva com esse mal, chegando a mais de 50% só entre a faixa etária acima dos 60 anos. E nesse cenário preocupante, a condução regular do tratamento pode ser determinante na prevenção de problemas mais graves, uma vez que a doença, responsável pela elevação da pressão sanguínea nas artérias, não tem cura, mas sim controle. Contudo, diante disso, por que é tão difícil levar o tratamento a sério?

De acordo com o cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, Everton Dombeck, nas consultas, não é incomum encontrar pacientes que iniciam o tratamento, mas ao perceberem uma melhora dos níveis da pressão arterial, param de colocar as recomendações médicas em prática. “Encontro muitos casos de pacientes que se descuidam e, ao apresentarem algum sintoma preocupante, retornam ao consultório assustados. Essa atitude pode ser bem perigosa, pois o descaso contínuo com a hipertensão pode elevar consideravelmente os fatores de risco para outras doenças”, alerta Dombeck.

Nesse contexto, a conscientização torna-se fator essencial para o controle da hipertensão. Isso porque, ao abandonar os cuidados com a doença, as consequências podem agravar ainda mais o quadro clínico. “O paciente que começa o tratamento e para geralmente é aquele que sempre desconfia do diagnóstico e coloca obstáculos em todas as recomendações. Infelizmente não é incomum encontrar casos assim durante as consultas”, comenta Dombeck

Quando não levada a sério, a hipertensão pode causar problemas graves ao coração, como aterosclerose, insuficiência cardíaca e hipertrofia miocárdica (aumento da espessura do músculo cardíaco), aumentando os riscos para um infarto; danos ao cérebro, como derrame (AVC); e até nos rins, provocando insuficiência renal.

Geralmente assintomática nos estágios iniciais, a hipertensão demanda atenção constante, principalmente para quem tem histórico na família. O cardiologista recomenda uma monitorização regular dos níveis de pressão arterial, que deve ser mantida abaixo de 140/90 mmHg – 14 por 9. Além disso, tanto para tratamento pós-diagnóstico como para prevenir a doença, manter uma alimentação com baixa ingestão de sódio; cuidar com o consumo excessivo de alimentos industrializados, ficando atento aos rótulos dos produtos no que diz respeito aos níveis de sódio e colesterol presentes nos mesmos; bem como manter o peso adequado e procurar realizar atividade física regular com orientação multiprofissional na rotina.

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