Reumatologista recruta pacientes com artrose de joelho e quadril para testes com novo fármaco

O reumatologista e professor de Reumatologia do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Centro de Estudos em Terapias Inovadoras (CETI), Dr. Sebastião Cezar Radominski, vem conduzindo um estudo clínico de um novo fármaco para o tratamento de artrose de quadril e joelho, a doença musculoesquelética mais prevalente e incapacitante em todo o mundo. O objetivo do novo medicamento, segundo ele, é a redução da dor e da progressão da doença, necessidades que ainda não são plenamente atendidas pelo arsenal terapêutico atual. “Ensaios clínicos com novos fármacos que propiciem o efetivo alívio da dor e/ou reduzam a progressão da doença com eficácia e segurança são altamente desejáveis e necessários. Isso porque, em resumo, a degradação e erosão da cartilagem articular, somadas ao comprometimento do osso subcondral levam a um quadro clínico de rigidez articular, dor e incapacidade física funcional que geram enorme impacto na qualidade de vida do paciente”, explica.

Ensaios clínicos preliminares já registrados e realizados pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, com o novo fármaco (objeto de estudos do reumatologista) indicam que, dado seu mecanismo de ação específico e inovador, e também por pertencer a nova classe terapêutica, tem alto potencial analgésico em pacientes com artrose de quadril e joelho. “Esse medicamento pode representar, em breve, uma nova opção no tratamento da dor e incapacidade de quem sofre com a artrose. Mas, para isso, precisamos seguir um criterioso protocolo de estudos clínicos para determinar sua real eficácia e segurança no médio e longo prazo”, afirma o médico.

Esta nova fase da pesquisa, que terá seus resultados submetidos a organizações como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a própria FDA, está recrutando pacientes acometidos pela artrose de quadril e joelho em vários países, que atendam a uma série de requisitos de inclusão/exclusão para que se tornem candidatos aos testes com o novo medicamento. No Brasil, o centro coordenador para este estudo é o CETI.

Entre os critérios de inclusão no estudo estão:

  • Homens e mulheres com idade igual ou superior a 18 anos;
  • Com diagnóstico de artrose moderada ou grave de quadril ou de joelho, pelo raio-x simples;
  • Necessidade de uso de AINEs (anti-inflamatórios não-esteroides) por pelo menos 5 dias na semana para alívio da dor;
  • História de resposta insatisfatória a opioides fracos como tramadol e codeína;
  • Escala de dor superior a 5 na triagem.

SERVIÇO:           

Pacientes que obedeçam aos critérios descritos acima (e que não atendam aos critérios de exclusão do protocolo) e desejem fazer parte da pesquisa devem entrar em contato pelos telefones (41) 3022-3482, (41) 99717-0003, (41) 99717-0002, (41) 3015-3723 e (41) 3336-5100, ou pelo WhatsApp, nos números (41) 99861-4231 (com Jéssica) e (41) 98808-8180 (com Joelma) diariamente, das 09h às 16h.

Sobre a artrose

A osteoartrite, comumente chamada artrose, afeta 10% dos homens e 18% das mulheres acima dos 60 anos, com dor e perda de função que podem ser debilitantes. Estudos em economia da saúde mostram perdas econômicas exorbitantes, chegando a 2% do PIB em alguns países, um fenômeno também observado no Brasil. A doença está entre as três maiores causas de consulta médica e de afastamento do trabalho. Para se ter uma ideia, em 1994, no Brasil, 15% das aposentadorias por invalidez derivaram da artrose. Trata-se da maior causa de procedimentos ortopédicos, tais como a artroplastia total de quadril e joelho, bem como do uso de anti-inflamatórios e analgésicos em pacientes idosos, com comprovado aumento da mortalidade por complicações gastrointestinais, cardiovasculares e renais. A artrose é uma doença crônica multifatorial com fatores de risco conhecidos como a genética, a obesidade e desalinhamentos articulares. Por isso, não existe tratamento eficaz e curativo.

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