Exposição de fotos marca os 15 anos da UTI Neonatal do Hospital Santa Brígida

Cerca de 4 mil bebês já passaram pela UTI do hospital

 

Amilton com os quadrigêmeos na UTI

Para comemorar os 15 anos da sua UTI Neonatal, o Hospital e Maternidade Santa Brígida realiza, na quarta-feira (26), uma exposição com fotos de crianças prematuras que já ficaram internadas. A ação tem como objetivo mostrar exemplos de determinação, de força e resiliência, bem como ser uma inspiração para os pais.

“Esperamos que estas fotos emocionantes possam servir de conforto para quem está passando por este momento delicado. Sabemos que são as histórias de superação que nos motivam. Queremos passar a esperança de que, na maioria dos casos, a lembrança da prematuridade se resume a uma fotografia”, afirma a médica Gislayne Souza Nieto, chefe da UTI Neonatal do Hospital e Maternidade Santa Brígida.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que, todos os anos, cerca de 15 milhões de crianças nascem antes de completar 37 semanas de gestação no mundo. Além disso, um estudo chamado “Prematuridade e suas possíveis causas”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aponta que a prevalência de partos de crianças prematuras no Brasil chega a 11,7%, nos colocando na décima posição entre os países onde mais nascem bebês prematuros. Nestes 15 anos de existência, 3.931 bebês já passaram pela UTI Neonatal do Santa Brígida.

Lucas Eduardo Nardi, de 14 anos, foi um dos primeiros extremos prematuros a passar pela UTI Neonatal do Santa Brígida. Ele nasceu no dia 10 de maio de 2002, com apenas 20 semanas, e ficou internado na UTI por 89 dias. “No caso dele, foi muito importante o atendimento, a preparação da equipe e o cuidado. Ele fez vários acompanhamentos fora do hospital depois da alta. Fez cirurgia no coração, nos olhos, teve derrame cerebral, sangramento digestivo, entre outras complicações. Todas as patologias que um prematuro pode passar ele passou e, graças a Deus, não ficou com praticamente nada de sequelas”, destaca Silma Aparecida Figueiro Nardi, mãe do Lucas.

Os quadrigêmeos Meiline, Thaisa, Jheiline e Maurício, de 13 anos, também fazem parte da história da UTI Neonatal. Eles nasceram em 23 de dezembro 2003 e ficaram 35 dias internados. “Se não fosse o Santa Brígida, não sei o que seria da minha família. O apoio e a estrutura da UTI Neonatal foram fundamentais no desenvolvimento dos meus filhos, principalmente da menorzinha, que nasceu com apenas 960 g”, afirma Amilton Kiyoshi Avechi, pais dos adolescentes.

Os 50 dias que a intérprete de libras Danielli Mazzacorati Gomes Mendes passou na UTI com a filha Nicoli foram difíceis, mas de muita esperança. “Tivemos toda a assistência necessária e hoje minha filha está ótima”, conta a mãe da Nicoli, que nasceu de 30 semanas, pesando 1,5 kg e hoje tem 11 anos.

Polvos de crochê – Além da exposição, acontecerá a entrega de 20 polvos de crochê, produzidos pela designer Dani Dalledone, que passarão a ser utilizados na UTI Neonatal. A iniciativa teve início na Dinamarca e melhora a condição clínica dos recém-nascidos. “Os tentáculos do polvo se assemelham ao cordão umbilical da mãe. Com isso, os bebês se sentem protegidos. Os relatos são de melhora nos sinais vitais e ganho de peso mais rápido”, diz Gislayne.

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